Se tem uma coisa da qual eu nunca tive medo é de ir embora. Já fui embora muitas vezes, já me despedi de muitas coisas e muitas pessoas também. Mas as despedidas mais dolorosas sempre foram de mim mesma. Doeu quando deixei para trás a menina inocente.
Foi assustador quando tive que dizer adeus à adolescente sonhadora para abraçar a versão adulta que pouco sabia e tanto queria.
A cada novo ciclo, eu me reinvento e continuo me despedindo de apegos, de crenças, vontades, de hábitos e de tudo o que não edifica, não ensina e não me acrescenta.
Antes de qualquer partida, existe sempre um momento em que você não pensa e não diz nada, apenas sente.
Sente que certas pessoas, lugares e situações não o representam, não o satisfazem, e não o fazem mais feliz.
De um jeito ou de outro, a gente sempre sente e sabe quando é hora de partir. Mesmo que inconscientemente.
E o mais importante é nunca temer as despedidas, pois para fazer espaço para o novo, temos que nos livrar do que é velho e não nos serve mais.
Imagem de capa: Kalamurzing, Shutterstock
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