Os professores de todos os cantos da Espanha se juntaram em uma causa, nomeada “Roupas Não Têm Gênero (#LaRopaNoTieneGenero). Todos eles decidiram utilizar saia na sala de aula.
O movimento começou quando um aluno chamado Mikel Gómez, de apenas 15 anos, foi expulso e forçado a visitar um psicólogo depois de usar saia na escola.
O adolescente denunciou o ocorrido por meio de sua conta no TikTok, muito famoso entre os jovens. No vídeo, Mikel explica que a ação foi em apoio ao movimento feminista, às pessoas trans e contra o bullying. Além disso, Gómez ressaltou que usar saia não torna nenhum homem hétero em gay.
O vídeo do aluno gerou uma movimentação nacional em torno da pauta. Centenas de adolescentes passaram a comparecer em suas escolas utilizando a vestimenta.
Um professor de matemática, chamado José Piñas ficou emocionado com a história de Mikel e decidiu seguir o exemplo dos alunos, adotando a peça de roupa. “Há 20 anos sofri perseguições e insultos por minha orientação sexual no instituto onde agora sou professor”, denunciou Piñas nas redes sociais. “Quero me juntar à causa do aluno Mikel, que foi expulso e mandado ao psicólogo por ter ido para a aula de saia”.
https://twitter.com/joxepinas/status/1325746714469425152?ref_src=twsrc%5Etfw
Assim, o movimento foi tomando proporções maiores e diversos professores de toda a Espanha assumiram a causa. Manuel Ortega, de 36 anos, e Borja Velúquez, de 37, que lecionam na escola primária Virgen de Sacedón, em Valladolid decidiram usar saias todos os dias do mês de maio em apoio a um de seus próprios alunos vítima de homofobia. “Uma escola que educa com respeito, diversidade, coeducação e tolerância. Vista-se como quiser! Nós nos juntamos à campanha #clotheshavenogender“, escreveu Ortega em sua conta no Twitter.
https://twitter.com/borjamusico/status/1387687507307937792?ref_src=twsrc%5Etfw
Os dois professores contaram que notaram uma mudança positiva perceptível no comportamento dos alunos desde que começaram a usar as saias. Entretanto, eles deixam claro que esses resultados são apenas “a ponta do iceberg” e dizem que a escola deve fazer mais para promover o respeito e a tolerância na sala de aula.
Com informações de Pheeno
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