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Brasileira ganha importante prêmio por pesquisa sobre o câncer

A mineira Carolina de Aguiar Ferreira, de 32 anos, ganhou o primeiro lugar nos EUA pelo prêmio jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI), graças ao seu estudo sobre o câncer.

Carolina é natural de Belo Horizonte e desenvolveu uma pesquisa que mostra uma forma não invasiva de detectar efeitos colaterais no tratamento de câncer. Carolina atualmente faz pós-doutorado em Boston.

Em 2018, quando participou pela primeira vez da premiação, ela havia ficado em terceiro lugar. No ano seguinte, em 2019, ela assumiu a segunda posição. E agora em 2020, enfim, recebeu o título de jovem pesquisadora na categoria inovação em imagem molecular.

Em dinheiro, o prêmio é quase simbólico, com o valor de apenas US$500, mas pra ela, o reconhecimento é o melhor resultado e motivação:

“O prêmio é uma validação de todos estes anos de esforço. E é esforço mesmo, muita dedicação e automotivação. Ninguém faz pesquisa pelos benefícios, que são poucos. Faz porque realmente tem paixão pela pesquisa e pelo que a pesquisa pode gerar para a população”, disse ela ao Estado de Minas.

Durante o doutorado, Carolina conta que chegou a passar cerca 100 horas por semana no laboratório.

Ela ainda conta que quer ser professora e comandar o próprio laboratório, de preferência, e aqui no Brasil. “Quero pegar o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir aqui fora e levar para o meu país. O meu sonho é ver o Brasil valorizar pesquisas, mas estamos longe disso”.

“A imunoterapia mudou o tratamento de câncer. Hoje em dia, 50% dos casos podem ser tratados dessa forma, só que isso gera muitos efeitos colaterais, infelizmente. Desde a primeira dose até um ano depois de encerrado o tratamento”, explicou Carolina.

Ao identificar rapidamente sintomas indesejados, o médico pode conduzir o tratamento de forma menos prejudicial possível ao paciente. No momento, o único recurso é a biópsia. A pesquisadora mineira espera rever isso com a sua pesquisa, mas sabe que é necessário muito investimento até que o exame chegue aos pacientes.

“Precisamos de um governo que financie estudos clínicos, porque, no fim das contas, isso vai gerar um produto médico que vai impactar muitas vidas.”

Com informações Estado de Minas
Foto: Larissa Cangussu/Divulgação

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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