Guilherme Moreira Jr.

Eu prefiro me reconstruir e lutar. O meu amor é forte.

Eu banco os meus pedaços, sabe? Eu não tenho o menor problema em juntar os meus cacos, em olhar bem de perto as minhas cicatrizes e em fazer o que estiver ao meu alcance para ficar de pé novamente, para me reconstruir.

A vida não dá moleza pra quem tem o mínimo de sentimento por dentro. Pra quem bota o coração na roda e demonstra amor, entrega o acolhimento. Às vezes a vida vai bater tanto nas suas emoções que você vai pensar que não vale a pena, que o mais seguro é se privar o quanto der de qualquer forma mais intensa de relacionamento. Eu já tentei fazer isso. Deu certo durante um tempo. Consegui mais decepções e cortes profundos nos meus sentimentos do que algum tipo de paz emocional.

Eu prefiro me jogar mesmo. Não estou falando de desespero e de zero valorização da minha pessoa, mas de honestidade e respeito pela minha trajetória, pela minha existência e capacidade de comunicação com os meus próprios sentimentos. Preciso ser justo com eles. Não é mais uma opção ignorar o que sinto por medo do que a outra pessoa pode pensar.

O meu amor hoje em dia só é possível para quem vive por inteiro. Me perder por causa de alguém é um desfecho que não posso antecipar, mas tudo bem. Eu confio nas gentilezas que correm nas minhas veias. Reencontrar o meu eixo ainda é o caminho que tenho mais fôlego para praticar.

A vida pode tentar me quebrar e desamores podem tentar me sabotar. Mas eu não tenho planos para uma autossabotagem. Eu prefiro me reconstruir e lutar. O meu amor é forte.

Gui Moreira Jr

"Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro"

Recent Posts

Às vezes, a única resposta que você precisa é observar como uma pessoa lida com um conflito

"Se eu machuco alguém, eu reconheço isso, peço desculpas e posso mudar." A frase, dita…

6 dias ago

O Vazio por Trás do Monitor: Por Que a Solidão em Jogos Online É um Sentimento Compartilhado

Em um mundo hiperconectado, milhões de pessoas sentam-se diariamente diante de monitores brilhantes em busca…

2 semanas ago

Viver é uma tarefa muito maior que sobreviver

Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…

3 meses ago

O maior souvenir de uma viagem é a versão de nós mesmos que a gente traz de volta

Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…

3 meses ago

Attraversiamo: vamos atravessar

No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…

3 meses ago

Há alegrias que duram menos que um verão e, ainda assim, atravessam a vida inteira

Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…

3 meses ago