Guilherme Moreira Jr.

Sobre o ano que tive: não mudaria nada mas, se eu pudesse, viveria em tudo.

Porque não teve nada que eu não tenha passado que não foi sinceridade, que não tenha tido uma importância no meu crescimento emocional. Todas as vezes nas quais eu quis mudar a direção e seguir por conta do coração, eu consegui externar e bancar os meus sentimentos.

Eu fui coragem quando eu não fazia ideia de como amadurecer. Eu reconheci os meus erros e aprendi a não repeti-los quando o mais fácil era fingir não tê-los. Eu mereci as minhas vitórias, pois plantei os meus melhores cumprimentos quando eu poderia simplesmente ter esperado que algo de bom caísse do céu. Mas também precisei engolir as minhas derrotas porque, sem elas, talvez ignorasse injustamente quem estava torcendo e me apoiando ao longo do caminho.

Eu fui compaixão para quem pediu ajuda e também para quem foi silêncio e não sabia como reagir. Eu fui amor quando o dia estava bom e também quando ele não estava. Tive essa paciência para abraçar e agradecer os dias nublados – eles também são dias a serem experimentados.

Eu fui muito das trocas que combinei e também daquelas que surgiram do acaso, da sincronicidade. Eu fui além do recíproco, ou pelo menos tentei. Eu não permiti não encarar as minhas escolhas. E é por todo esse intenso viver que, se eu pudesse, ainda assim teria vivido em tudo.

Porque sempre falta alguma coisa. Sempre fica/tem um espaço para uma dor, uma alegria, uma chegada, uma partida. A vida inteira é feita disso: breves lacunas, intervalos momentâneos.

Eu sei que fui forte. Eu sei que posso ser mais. Eu não me arrependo do ano que está indo embora, do ano que tive. Eu e ele tivemos a nossa história. Agora a leveza que habita em mim precisa continuar.

Gui Moreira Jr

"Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro"

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Gui Moreira Jr
Tags: ano que tive

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