Após a ampla divulgação da Netflix do filme filme de suspense lançado no último dia 21 de dezembro, “Bird Box”, não foram poucas as pessoas que correram para assisti-lo. Como chamariz tínhamos o velho clichê de um cenário apocalíptico e Sandra Bullock, uma das atrizes mais famosas da atualidade.
Bird Box é uma adaptação do best-seller homônimo de Josh Malerman e o filme foi dirigido por Susanne Bier
A minha frustração começou quando achei o filme muito parecido com o também recentemente lançado “Lugar Silencioso”, de John Krasinski. A diferença é que, enquanto um filme os personagens não podem emitir sons, em outro eles não podem olhar para nada em local aberto.
Mas, como a profundidade de um material pode estar mais em quem o vê do que no que é visto, localizamos uma crítica de Phelipe Lima e a transcrevemos abaixo
“É a história de uma mãe com depressão pré e pós parto (…)
Malorie não aceita a sua “condição” de grávida e entra em uma depressão profunda por conta do sentimento de solidão e melancolia (perceba que ela sempre usa uma peça de roupa azul que em inglês também pode significar tristeza). Ela nega seu próprio filho e como não sabe o sexo do bebê, os chama apenas de Garoto e Garota.
O filme se passa inteiramente na busca dela por conectar-se com a(s) criança(s) e, finalmente, quando ela assume a sua maternidade e enfrenta os seus medos (os monstros), ela consegue ficar em segurança. Por isso a obstetra dela a encontra na escola de cegos. Ela está ainda no hospital (já se perguntou como a obstetra pode estar no abrigo sã e salva se ela está no mesmo local que a Malorie quando o ”apocalipse” ocorre?). A história fala sobre DEPRESSÃO e doenças mentais.
Os pássaros também são símbolos de prisão x liberdade. Tem 3 deles. Simbolizando a Malorie e seus dois filhos.
No início eles estão presos na gaiola, mas um dos pássaros está separado dos outros dois, Malorie e as crianças. No final os 3 estão juntos na caixa e se libertam juntos pra poder voar. A frase “salve ao menos as crianças” que ela diz no final também pode simbolizar uma complicação no parto. Ela demonstra finalmente o amor de mãe quando decide se sacrificar pelos filhos.”
Abaixo a publicação original:
Que mais “pássaros” possam ser encontrados em nosso caminho e nos mostrem que existem alternativas possíveis, mesmo quando parece que não há caminho a seguir, mesmo quando não vemos nada a nossa frente, mesmo quando o amor por um filho ainda não foi encontrado.
Josie Conti
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Nossa ... agora entendi .... e entendendo digo : Que filme chato pragaralho ... prefiro Um Lugar Silencioso. O filme é chato, previsivel , forçado , antes e depois de entender essas "supostas" explicações. Bom pra quem gostou. Filme pre ver uma vez só .. enquanto A Quiet Place .. dá pra ver dezenas de vezes....
Tem um texto que demonstra que não há relação com a depressão, mostrando os furos do roteiro de Bird Box e explicando o que são as criaturas, muito provavelmente imagens de um surto psicótico: https://medium.com/@thecinebuzzstop/bird-box-o-pior-cego-%C3%A9-aquele-que-quis-assistir-a5697ca036f6#afbe
tive depressao pre e pos parto. e eu me vi no filme. concordo totalmente.
no meu caso demorou 1 ano pra passar, só qdo eu entendi que perder meu filho seria inaceitavel, vi que tinha sido curada.
no caso da personagem foram 5 anos.