Não está fácil sobreviver nestes dias. Além das atribulações e dos problemas que temos em nossas vidas, ainda somos obrigados a lidar com chateações e aborrecimentos causados por pessoas que mal nos conhecem, mas que insistem em azucrinar a paciência de qualquer um que estiver por perto.
Além de termos que tentar manter a calma em relação a tudo aquilo que realmente faz parte de nossas vidas, ao que importa de fato, acabamos tendo que perder tempo e gastando energia com dissabores provocados por pessoas que não estão incluídas em nossa jornada. Manter a sanidade, nesse contexto, é uma tarefa hercúlea, pois acumulam-se, em nossos caminhos, lixos que não são nossos.
Infelizmente, embora tenhamos a consciência de que gastar energia com o que e com quem não têm merecimento seja improdutivo, torna-se quase que impossível nos desviarmos dos entraves pelo caminho, sem que percamos a paciência. Dessa forma, comprometemos o bom andamento do que temos que realmente levar adiante, o que interfere, inclusive, na qualidade do tempo de que dispomos junto aos nossos queridos.
É preciso buscar formas de conseguir manter o equilíbrio diário, ou adoecemos. Exercitar o “deixar pra lá”, tentar dominar a arte de ignorar, manter por perto quem torce por você, afastar-se de quem suga energia, escolher com sabedoria as sementes que semearão os seus jardins, são atitudes que em muito concorrerão a uma jornada menos densa, menos triste, menos aborrecida.
Portanto, teremos que recolher a nossa corda, para não dá-la aos urubus que vivem voando por aí atrás de encrenca. Temos que nos resguardar de tudo o que machuca e fere sem razão de ser, protegendo-nos das dores que não merecemos, não procuramos, não provocamos. Como diz a sabedoria popular: enquanto dermos corda, vão puxá-la.
"Se eu machuco alguém, eu reconheço isso, peço desculpas e posso mudar." A frase, dita…
Em um mundo hiperconectado, milhões de pessoas sentam-se diariamente diante de monitores brilhantes em busca…
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
View Comments
Marcel em tempos tão sem esperanças, como é bom ler seus textos e absorver-se de um Norte. Suas palavras inspiram a vontade de ser melhor ao mesmo tempo dão um autoacolhimento com responsabilidade e compaixão por nós mas também pelo outro. Obrigada, de coração