É fácil perceber uma mulher amada. Ela deixa nítido todo o amor que lhe é recebido quando passa — ou melhor dizer, “desfila”, sem perceber — por aí. Como o perfume de uma flor que a brisa suavemente tira para dançar, ela deixa no ar todo o seu por onde anda, também, a dançar e dançar. Porque uma mulher que é amada não apenas caminha, ela balança com toda sua graça e sensualidade. Sem se esforçar. Sem forçar. É coisa natural. É essência que desabrocha na medida que o amor ocupa todas as camadas da sua pele. Porque não é externo; é interno.
Uma mulher que é amada sorri mais vezes do que uma tristeza poderia alcançá-la. E recebe a todos assim: sorriso no rosto; não importa o quão, aparentemente, foi complicado o seu dia. Ela dispensa suas mágoas — todos têm, inclusive ela — para, pelo menos, tentar apaziguar aqueles que lhes são próximos e próximas. É tanto amor que ela sempre está recebendo a qual nunca guarda para si toda essa riqueza. Não troca. Não vende. Não compra. Não é moeda de negócio. Ela doa o que nela é excesso.
Às vezes está por aí toda arrumada. Maquiada. Poderosa. Outras em completo sossego que só o conforto da simplicidade pode oferecer; e essa despretensão potencializa todo seu charme e poder. Porque ela é amada. E por ser assim, reconhece todo o seu valor naquilo que olhos imaturos não enxergam; além da superficialidade externa, o sentir-se amada dá-lhe essa liberdade para ser aquilo que se é.
E quanto mais amada… por si própria, ela se torna ainda mais linda. Claro que receber o amor verdadeiramente de outro alguém seja bom, mais importante ainda é o amor desprendido por si mesma. E talvez esse seja o segredo de toda a sua beleza: não precisar da validação de ninguém, não precisa, unicamente, receber amor de outro alguém para compreender que amor próprio é o mais verdadeiro dos sentimentos. Ela se ama; por isso sabe amar tão bem.
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Lindo, completamente verdadeiro!