Pamela Camocardi

Sabe de amor quem aprendeu a respeitar

Quando conheci a The School of Life, logo de cara, descobri que havia uma possibilidade de aprendizagem e de crescimento intelectual com as técnicas aplicadas pelos profissionais da escola. Com ideias equilibradas, pessoas inteligentes e questionamentos baseados no bom senso, a escola é um verdadeiro presente para quem busca inteligência emocional e soluções práticas para a resolução dos problemas diários.

De forma objetiva, os professores, coaches e consultores, das mais diversas áreas do conhecimento, apresentam temas importantes que levam as pessoas a refletirem sobre o próprio comportamento.

Em uma dessas palestras, o tema “respeito” foi discutido e comecei a refletir sobre tudo o que envolve o tema, sobre o que deveríamos aplicar e não aplicamos e o quanto o respeito está ligado a nossa autoestima.

Falamos de amor, sem oferecer companheirismo. Queremos carinho, mas na primeira discussão as ofensas viram prioridades. Buscamos paz, mas fazemos do relacionamento um verdadeiro campo de guerra. Em outras palavras: lamentavelmente não sabemos respeitar e, consequentemente, não somos respeitados.

O desespero em ficar sozinho é tão grande que muitos esquecem que, antes de qualquer sentimento, o respeito deve prevalecer.

Ele a ofende todos os dias, mas você acredita que esse “é o jeito dele de amar”. Ela não gosta da sua companhia, mas você prefere acreditar que está se fazendo de difícil. Vocês brigam mais que lutadores de UFC, mas encaram isso como normal, afinal, “que casal não briga?”

É importante saber que antes de falarmos em relacionamentos, deveríamos saber a importância do respeito mútuo, já que além de obrigatório o mesmo atinge diretamente a autoestima dos envolvidos. (Isso explica porque algumas pessoas aceitam viver relacionamentos abusivos e acreditam não serem merecedoras de algo melhor).

Em qualquer relação social, mesmo que saibamos do nosso próprio valor, buscamos a valorização do nosso grupo social (amigos, namorados, família) e isso é bem comum. O problema é que, nem sempre, essa valorização acontece e o que deveria ser algo natural torna-se agressões constantes.

Ser sincero é diferente de falar tudo o que pensa. Achar algo incomum não te dá o direito de discriminar. Pensar diferente da massa não te dá o direito de obrigar os outros a pensarem iguais. Lembre-se que sabe de amor, quem primeiro, aprendeu a respeitar.

Imagem de capa: Gorynvd, Shutterstock

Pamela Camocardi

A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

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