Marcel Camargo

O que tomo para ser mais feliz? Tomo distância!

Podemos nos encher de remédios, de terapias, ler livros e mais livros de autoajuda, ouvir palestras, porém, ainda que nos dispusermos a manter a serenidade diariamente, caso não nos resguardemos de pessoas tóxicas, não conseguiremos ser felizes como desejamos.

Ninguém consegue viver isolado, tal qual uma ilha, simplesmente porque precisamos dos encontros dessa vida, para nos tornarmos melhores e mais felizes. Infelizmente, também iremos encontrar muita gente que nada acrescenta, pelo contrário, somente suga, mente, diminui e aborrece. Não tem como evitarmos as decepções, embora possamos nos afastar delas – e isso faz toda a diferença.

Existem situações que não poderemos evitar, pois alguns acontecimentos – muitos, aliás – serão imprevisíveis e teremos que enfrentá-los para podermos prosseguir vivos. Não há como evitar a morte, acidentes, problemas de saúde, entre outros, assim como teremos, muitas vezes, que conviver, num mesmo ambiente, com pessoas que nos desagradam. Mas sempre nos sobrarão muitas horas para vivermos ao lado de quem merece.

Não conseguiremos gostar de todo mundo, tampouco ser amados por todos, ou seja, selecionarmos o que e quem ficarão junto a nós será prudente, para que o tempo que temos para nós não seja perdido com o que não vale a pena ou com quem traz escuridão aonde vier. Nossa qualidade de vida em muito dependerá do tipo de companhia que trouxermos para nossa vida, pois não dá para ter saúde e sanidade perto de gente maldosa.

Em alguns casos, valerá a pena tentarmos ajudar algumas pessoas, aconselhando-as, entendendo que muitos passam por momentos difíceis e, por se encontrarem desgostosos e desesperançosos, não têm condições de agir com equilíbrio e ponderação. Às vezes, precisam de um simples acolhimento, para que possam sair de suas escuridões e mudar o comportamento. Entretanto, algumas pessoas se negarão a receber ajuda, por mais que se tente; recusam-se a mudar. O melhor, então, será o afastamento cordial.

Podemos nos encher de remédios, de terapias, ler livros e mais livros de autoajuda, ouvir palestras, porém, ainda que nos dispusermos a manter a serenidade diariamente, caso não nos resguardemos de pessoas tóxicas, não conseguiremos ser felizes como desejamos. O que está lá fora influencia, sim, o nosso íntimo. Tomemos mais água e mais distância de quem em nada ajuda, tampouco se ajuda. É assim que as cores nascem dentro de nós.

Imagem de capa: oneinchpunch, Shutterstock

Marcel Camargo

"Escrever é como compartilhar olhares, tão vital quanto respirar".

Share
Published by
Marcel Camargo

Recent Posts

Às vezes, a única resposta que você precisa é observar como uma pessoa lida com um conflito

"Se eu machuco alguém, eu reconheço isso, peço desculpas e posso mudar." A frase, dita…

2 semanas ago

O Vazio por Trás do Monitor: Por Que a Solidão em Jogos Online É um Sentimento Compartilhado

Em um mundo hiperconectado, milhões de pessoas sentam-se diariamente diante de monitores brilhantes em busca…

3 semanas ago

Viver é uma tarefa muito maior que sobreviver

Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…

3 meses ago

O maior souvenir de uma viagem é a versão de nós mesmos que a gente traz de volta

Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…

3 meses ago

Attraversiamo: vamos atravessar

No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…

3 meses ago

Há alegrias que duram menos que um verão e, ainda assim, atravessam a vida inteira

Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…

3 meses ago