Foi numa dessas tardes cinzentas, de poucas nuvens, com a temperatura beirando os níveis do inferno, que a gente se conheceu. O clima, ironicamente, foi perfeito. Não vou entrar em detalhes, nem nada. Quero avançar até o fatídico dia onde ela finalmente disse as três palavrinhas mágicas.
Você sabe muito bem do que eu estou falando. E foi assim, no sufoco, no sofá, enquanto a gente assistia a um desses filmes clichês, onde mocinho e mocinha sempre se beijam na última cena. “Eu te amo”, ela sussurrou. Fingi não ter escutado. “Eu te amo, seu bobo”, ela reforçou.
Eu já a amava, mas estava guardando essa carta na manga, até ter certeza de que ninguém sairia ferido. Jogado contra a parede, sendo observado por aqueles olhos castanhos e brilhantes, respondi que também a amava. O contrato foi selado com um beijo.
Pela afobação paguei o preço. Um dia o amor acaba. Certa manha acordei e, confesso, olhei para ela como se olha para um estranho. Quem era ela, afinal? Eu não sabia. Será que a gente nunca se amou de verdade? Prefiro pensar que amor também acaba.
Lágrimas, abraços e um último beijo. O contrato foi desfeito. Ela sabia, tão bem quanto eu, que desapegar também faz parte.
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
Nos dias de hoje, os hobbies online fazem cada vez mais parte da rotina de…
Durante muito tempo, os jogos online foram vistos apenas como uma forma de entretenimento leve,…