Sonhei que o Estado era laico e formado de bom senso. Não havia sequer um único lugar, onde crenças imperavam acima do respeito ao próximo. Cadeiras estavam vazias porque entendemos a religião como movimento de fé, e não como uma fé que movimenta.
Sonhei que o crime maior era a falta da empatia. Deixamos de lado os assassinatos, a hipocrisia e o oportunismo vazio do individual. É no coletivo, na partilha de gestos e sentimentos que, no mais absurdo dos casos, geramos entendimento entre os cidadãos.
Sonhei que a falta de educação não era um problema físico. Não eram necessárias paredes de concreto para conceber conhecimento. Podíamos escolher quando e onde absorver e construir um pensamento crítico, cultural e espirituoso. Todos livres e sem seguidores de uma doutrina egocêntrica.
Sonhei que o amor era espaço a céu aberto. Fora da jaula dos gêneros, cores e sabores. Desde que se amasse, pouco importavam legendas e outras descrições encomendadas por tradicionalismos passados.
Sonhei, inclusive, sobre as diferenças. Elas não eram nada além de características biológicas, hereditárias e consequentes da natureza que nos cerca. No fundo, todos éramos acometidos por cumplicidade.
Sonhei e continuo sonhando. E mesmo que pareça tolo e sem sentido, persisto. Sigo munido dos versos e laços afetivos que não podem ser esvaziados por uma noite mal dormida.
Por isso ando com o coração de olhos abertos. Porque é nele que encontro sonhos pelos quais é imperativo acreditar.
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
Nos dias de hoje, os hobbies online fazem cada vez mais parte da rotina de…
Durante muito tempo, os jogos online foram vistos apenas como uma forma de entretenimento leve,…