Nos últimos dias, tenho lido muitos textos sobre pessoas que se dizem vítimas de sua própria bondade.
São àquelas que se colocam à disposição para desempenhar um papel generoso na vida de alguém e logo viciam, começam com pequenos favores e de repente, esquecem a própria vida e se doam de corpo e alma para o outro.
Ajudar as pessoas é uma missão louvável, desde que você saiba exatamente o quanto pode se dedicar àquela tarefa e o quanto essa “ajuda” não vai sacrificar uma parte importante do seu tempo que deveria ser preenchida com gentilezas em prol da sua própria felicidade.
Algumas relações têm objetivos bem delineados e prazo de validade estabelecido. Acompanham o tempo de duração dos benefícios e ponto final.
Aquela história de “uma mão lava a outra” simplesmente não funciona. A ajuda, o “socorro” é sempre unilateral e você se flagra sempre se doando mais que o necessário, correndo pra cumprir compromissos que não são seus, se sacrificando pra estar presente onde você não se encaixa e não chega a ser nem um adorno, ou seja, você é praticamente um trouxa profissional.
Não é que vai cobrar retorno pela gentileza que faz nem ficar fazendo conta e anotando as alegrias que proporcionou a alguém, considerando que a gratidão é atitude fora de moda nesses tempos “líquidos”, o mínimo que se espera é um agradecimento.
Mas não é isso que acontece. Sua “generosidade” é considerada apenas mais um ato de quem está disponível demais, com o coração escancarado enquanto o outro apenas aceita o “serviço”.
Torne-se indisponível quando perceber que está desempenhando sucessivos “papéis de trouxa”. Não se doe exageradamente a ponto de colocar em risco o seu amor próprio.
As boas relações não precisam de amostras e consideração de afeto o tempo todo, elas se sustentam pelo que têm de sólido e verdadeiro, e isso inclui todos os sentimentos benéficos e a reciprocidade.
Ser bondoso não significa ser “profissional em fazer papel de trouxa”. Ninguém quer ser ludibriado ou se sentir culpado pelo bem que faz.
A bondade e a culpa não andam juntas. Abandone essa mania de estar sempre disponível para os outros enquanto sua alma esperneia.
Abandone os favores improdutivos e as amizades temporárias. Saiba direcionar essa explosão de bons sentimentos para o que/quem realmente precisa e agradece.
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
Nos dias de hoje, os hobbies online fazem cada vez mais parte da rotina de…
Durante muito tempo, os jogos online foram vistos apenas como uma forma de entretenimento leve,…
View Comments
Gente, o site está cada vez melhor. parabéns pelas postagens. Vocês são geniais. Virei fã <3
Obrigada, Gabriela! ?
Uma merda