Hoje em dia, tempo em que as pessoas ostentam relacionamentos com a necessidade estranha de provar que são felizes, dizer que é feliz sem namorado é quase um crime.

Eu não sou contra o amor, pelo contrário, acho essencial. A começar pelo amor próprio. Se gostar pra gostar do outro, sem dependência, sem usar a relação como um troféu se preocupando mais em mostrar que está feliz do que ser feliz de verdade.

Já amei alguns caras, mas enquanto eu não me amava eu não conseguia me sentir em paz. A felicidade que eles me traziam ia embora junto com eles quando, de repente, decidiam sair da minha vida.

Não quero alguém ao meu lado só pra mostrar ao mundo que tenho alguém ao meu lado.

E hoje eu fujo de relacionamentos mornos, abusivos, cheios de brigas e discussões intermináveis.

Só quero alguém comigo se for pra somar, caso contrário prefiro -sim- ficar “sozinha”, e muito bem acompanhada de mim mesma!

Karla Tabalipa

Feminista em (des)construção, mãe do Pedro, viciada em filme água com açúcar e literatura. Estudante de Letras, Leitora compulsiva de blogs (principalmente os feministas) e apaixonada por Virginia Woolf, Sylvia Plath, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu e Hemingway. Ouço mil vezes a mesma música, sinto milhares de vezes a mesma saudade e coleciono muitos nós na garganta, palavras não ditas (porém escritas e reescritas) e culpas que não são minhas. Das perdas mais dolorosas que sofri, me perder de mim foi a pior delas. Mas aos trancos eu aprendi que eu sempre me reencontro, me refaço e (me) recomeço, leve o tempo que levar.

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Karla Tabalipa

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