Ignorar é desconhecer. Ser um ignorante, ao contrário do tratamento pejorativo do termo, não é nenhum defeito. O problema é quando a pessoa toma gosto na definição e não tem nenhum interesse em evoluir, mas, aí a conversa muda e, da ignorância, caminha-se para a arrogância.
Enquanto o ignorante pode ser simples e manter traços de pureza até infantil, o arrogante é esnobe, desfaz do outro e adorna-se em armaduras que o protegem da realidade. Lá dentro, por trás do vil metal, um frágil ser preso respira assustado, teme ser descoberto.
O arrogante tem mania de achar que todo mundo que não pensa ou tem os mesmos gostos que ele é ignorante. Mas, o maior problema desse tipo de comportamento é que, enquanto o ignorante pode facilmente aprender, o arrogante vive estagnado em suas verdades, padece isolado em seu pedestal e é doente crônico de vaidades. Arrogância é ignorância incurável, doença gravissíma e que pode até matar. Mata de desgosto quem convive com o tipo!
No final das contas, o ignorante não sabe que pode ser belo e o arrogante ainda não percebeu que é feio.
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