“Um amigo prova o seu amor quando faz uso medicinal do silêncio. Quando percebe o outro em estado de lágrima, se derrama para dentro e aperta os olhos para transmitir segurança. O outro sabe que na amizade a dor é ponte para dois abismos. Se um sofre calado, o outro chora alto, com direito a soluço e apresentação cênica. A verdade é que a dor tem mania de espetáculo. Até mesmo o que chora para dentro vai pedir licença para desentupir os olhos no banheiro. Volta tentando disfarçar a cara vermelha e o inchaço dos olhos. O outro que era matriz da dor, logo percebe o insucesso da tragédia. Oferece o abraço como abrigo. Os dois silenciam… é como se as duas dores dessem as mãos numa ciranda fúnebre. Nessa hora, só o silêncio faz sentido. A “não-palavra” não é sinônimo de indiferença, mas de cumplicidade. O silêncio é a linguagem compartilhada do sofrimento. O silêncio faz compressa no batimento da dor. O silêncio é o prognóstico da cura.”
"Se eu machuco alguém, eu reconheço isso, peço desculpas e posso mudar." A frase, dita…
Em um mundo hiperconectado, milhões de pessoas sentam-se diariamente diante de monitores brilhantes em busca…
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
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No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…