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A gente cansa do que não nos descansa

Uma hora a gente cansa. Uma hora o peso da atenção não dada, a palavra mal dita, o cuidado ausente e o desinteresse presente batem na porta e a gente acaba abrindo. É que ninguém consegue- ou pelo menos não deveria conseguir- permanecer por muito tempo onde predomina a sensação de estar amando sozinho

Não dá. Não é justo. Ninguém merece viver de migalhas, viver implorando direta ou indiretamente pela reciprocidade sentimental de alguma outra pessoa que deixa claro não querer viver a mesma coisa. Uma hora a gente acorda e se da conta que não dá para tapar o sol com a peneira quando se trata de sentimentos e chega um momento que nos damos conta que merecemos mais. Mais que abraços folgados, beijos sem vontade, sorrisos forçados e toques sem amor. Mais que breves sensações de paz.

 

A gente aprende que ficar com alguém por medo de ficar sozinho é padecer em dobro. É dilacerar, pouco a pouco, a alma. É pisotear em tudo de bom que possui dentro da gente. É ignorar o fato que carregamos qualidades que merecem ser valorizadas. É permitir que a infelicidade entre e se acomode.

Não dá para viver assim. Não dá para perder o controle total da vida. Eu sei, tem coisa que a gente não controla. Mas, meu amigo, mendigar amor é implorar de joelhos para ter o coração partido, o íntimo devastado e alma arrasada. Mas quem ajoelha, também levanta. Mais firme, de cabeça erguida, coluna ereta e com a certeza que em pé a vista é melhor.

Ana Luiza Santana

"Estudante de psicologia, nascida no Pernambuco, mas escolhida pela Bahia(amo). Intensa por naturalidade e louca por amor. Completamente apaixonada por abraços apertados, sorrisos e pessoas de aura leve e energia positiva."

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Ana Luiza Santana
Tags: cansa

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