Segundo mandamento: desapegar de tudo que faz mal

Estranhamente, a gente acumula de tudo: no coração tem amor, ódio, rancor, medo, inveja, desejo; tem muita coisa e nem todas nos fazem bem, principalmente quando em excesso.

Ficamos pesados e lentos, vivemos menos e perdemos o apetite para os prazeres do mundo.

Sabe aquele rancor que já venceu dentro da gente? Ou um amor platônico, que já dura meses ou até mesmo anos, e que a gente ainda cultiva como se estivesse vivo. Devemos deixar de lado, desocupar o coração e liberar espaço para o novo.

Desapegar não é tarefa fácil, ao contrário do que se imagina. Pergunte a um homem apaixonado o porquê de ele continuar insistindo, apesar de todas as evidências do universo apontarem pela completa impossibilidade de sucesso. Ele não te dará boas razões, elas não existem. E, talvez, o destino lhe seja bondoso e a pessoa amada, de uma hora para a outra, corresponda.

Alguém provavelmente já está cogitando que, em alguns casos, o desapego pouco ou nada difere da desistência (e que desistir é para os fracos), afinal de contas, o futuro é incerto. Desapegar de tudo que faz mal não é, necessariamente, desistir dos nossos objetivos. É repensar a estratégia, estudar novos caminhos e libertar a mente daquilo que nos atormenta.

Praticar o desapego não nos torna menos humanos e sim mais preparados para as intempéries da vida. E, quando alguém descumprir o primeiro mandamento, por exemplo, de não dizer “eu te amo” em vão — vai por mim, isso acontece a todo momento — certamente sofreremos menos. Desapegar é palavra de ordem.

Obs: Primeiro Mandamento: não dizer “eu te amo” em vão!

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Valter Junior
Amante de café, boas ideias e mulheres de atitude. Adora conhecer pessoas, filmes e músicas novas. Fundador do Puta Letra. Pai de um livro, esperando o segundo bebê.



1 COMENTÁRIO

  1. Adoro as crônicas, da forma realista que todos expressam, sou admiradora de Fabíola d tempo de A Soma dos Afetos e conheci se trabalho Valter hj,estou amando. Passamos muitas vezes por tudo isso, mas muitas vezes não conseguimos direcionar o ângulo certo e passamos d cadjuvantes a espetadores, quando começamos a ler sobre o assunto que trata de uma forma dinâmica, cativante e com identidade. Obrigada por vcs fazerem parte d minha história sem ao menos nos conhecermos. Por me darem aquele “velho conhecido” , conselho quando eu preciso, por me abraçarem quando eu me sinto sozinha, por me ouvirem sem saber, por me impulsionarem para uma direção, por me fazerem enxergar o q já não era visto e precipalmente por fazerem o bem sem olhar à quem. Obrigada a toda a equipe. Vcs sao massa, hahahaa… Vcs sao incríveis!!!

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