Chega de joguinhos

Esses dias eu estava trocando figurinhas com uma amiga minha sobre relacionamentos. Ela é do tipo que faz joguinhos, eu não sei fazer isso e odeio quem faz. Conversa vai e conversa vem, percebi o quanto a maioria das pessoas fazem esses joguinhos, e em como todo mundo tem uma receita pronta para sair de todas as situações que aparece. Posso te confessar uma coisa? Acho isso um saco!

Vamos entender o que seriam esses joguinhos. Você conhece um cara super bacana e está doida pra sair com ele, vocês trocam contato de WhatsApp e então você espera ansiosamente para poder bater um papo legal. Quando chega a tal mensagem, a pessoa que faz joguinho, pensa: “vou demorar responder para eu não demonstrar que quero conversar”. Ok. Quando a pessoa responde, aí sempre demora mais alguns minutos para responder novamente. Nos joguinhos, vence quem demonstra mais desinteresse.

Quer um outro exemplo clássico? A pessoa convida pra sair, mesmo o outro estando louco para sair, ele diz NÃO para o primeiro convite, e remarca para outra semana, só pra mostrar que tem a agenda cheia.

Não existe manual para relacionamento, não existe essas variáveis prontas do que fazer ou de como não fazer. A pessoa que não faz joguinhos, não entende que você quer encontrar para bater um papo. Quem não faz joguinhos, entende de cara como falta de interesse e pula fora. E posso te falar uma verdade? Quem faz tantos joguinhos, para mim, está perdendo grandes chances de ser feliz.

Não precisa de tantas dicas prontas de como ser feliz em um relacionamento. Se você encontra a pessoa certa, os joguinhos serão desnecessários. Eu sou uma pessoa totalmente direta. Estou incomodada com algo? Falo. Quero algo? Falo. Não quero? Falo também. Ser assim assusta dois tipos de pessoas: As pessoas que amam fazer joguinhos, e as pessoa que não entendem que ser direta não é sinônimo de desespero. A pessoa que faz joguinhos, espera que você tome a atitude, que corra atrás sempre. Eu mesma nunca tive paciência, acabo tirando meu time de campo. Agora sempre que tombo com pessoas que fazem esses malditos joguinhos, eles acabam achando que estou desesperada. Não ligo, aprendi que ser intensa, é uma dádiva, uma qualidade. Pessoas intensas sabem o que querem e na hora que querem. Não temos tempo para jogar tanto. Quero pra ontem a felicidade. E se não quiser, a gente parte pra outra. Vida que segue e mundo que gira.

Se você que está lendo esse texto identificou que é uma pessoa que faz joguinhos, tente parar. Tente ser direta! Pensa comigo: Geralmente quem faz joguinhos, fica esperando uma mensagem, um convite. Fica se fazendo de durona, mas quer mesmo é sair com o crush, curtir o momento. Você está perdendo isso pra quê? Qual motivo? Chame pra sair, mande a tal da mensagem, não perca tempo. Ele não te deu bom dia? O que custa dar esse bom dia? “Ah Déborah, mas aí vou estar demonstrando muito interesse”. mas e daí? Você não está realmente interessada? Assuma o controle. Já conheci homens que odeiam esses joguinhos, e a maioria classificam mulheres que fazem isso, como imaturas – vice-versa, o que tem de homem que faz joguinhos, não é brincadeira.

Preste atenção: Se for pra ser, será. Quando há química, os joguinhos serão desnecessários. Dê valor pra quem faz questão da sua presença. Essa é a única regra que levo comigo. Me quer? Ótimo! Não quer? Tchau, vou dar oportunidade pra quem merece.

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Déborah Izy
Taurina, cerveja, ler, escrever, barzinhos, cinema, séries, filmes, super heróis, e amante da vida, acredito fielmente no amor. Vamos viver!



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