Meu nome é Ana, tenho 32 anos e sou professora em Melbourne. Durante anos, carreguei o peso de um trauma causado por um relacionamento abusivo que vivi no passado. Apesar de amar minha carreira e ter bons amigos ao meu redor, me sentia constantemente ansiosa, incapaz de estabelecer limites saudáveis e evitando me envolver em novos relacionamentos.
Tentei vários tipos de terapia, incluindo terapia de grupo e mindfulness, que me ajudaram a compreender alguns aspectos do que vivi. No entanto, não consegui me libertar das lembranças intrusivas e dos sentimentos de medo e insegurança. Sempre que me encontrava em situações que lembravam o passado, meu corpo reagia com palpitações e sensação de alerta constante. Foi então que uma amiga me recomendou o EMDR, relatando como essa abordagem havia sido essencial para superar sua própria experiência traumática.
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Inicialmente, hesitei. O conceito de reprocessar memórias através de movimentos oculares parecia estranho e eu estava cética. Mas, em um momento de desesperança após uma crise de ansiedade, decidi tentar. Encontrei uma terapeuta especializada em EMDR, que me acolheu com empatia e explicou detalhadamente como o processo funcionava.
Nas primeiras sessões, relembrar as experiências dolorosas foi desafiador. No entanto, à medida que prosseguíamos, começei a sentir uma diferença significativa. As lembranças que antes desencadeavam reações físicas intensas começaram a parecer distantes e menos impactantes. Senti que estava finalmente retomando o controle sobre minhas emoções.
Hoje, após algumas semanas de terapia, percebo como o EMDR mudou minha relação comigo mesma e com o mundo. Passei a confiar mais nas pessoas, consegui estabelecer limites sem culpa e não me sinto mais prisioneira do meu passado. Olhar para frente agora é algo que me enche de esperança. Recomendo o EMDR a qualquer um que precise processar experiências dolorosas e deseja encontrar um novo equilíbrio em sua vida.
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