O apresentador da TV Record, Rodrigo Faro, iniciou um processo judicial contra a TV Globo devido a uma declaração feita por ele durante um momento de comoção pela morte do icônico apresentador Gugu Liberato, em 2019. A ação visa a remoção de textos e vídeos relacionados ao incidente das plataformas da Globo, bem como uma compensação por danos morais no valor de R$ 15 mil.
A polêmica teve início em 2019, quando Faro prestava uma homenagem a Gugu Liberato na Record, reapresentando uma reportagem que havia sido feita em colaboração com o saudoso apresentador sobre o Dia dos Pais. Durante a transmissão, Faro surpreendeu a audiência ao perguntar: “Como está a audiência?”, com uma expressão séria, sugerindo descontentamento com o desempenho do programa naquele momento.
O episódio foi registrado por telespectadores e compartilhado nas redes sociais, causando revolta e gerando uma onda de críticas ao comportamento de Rodrigo Faro na ocasião.
Em 2021, Faro tomou medidas legais contra o Google para remover o vídeo em questão das plataformas da gigante da tecnologia. Embora tenha obtido sucesso na ação contra o Google no Tribunal de Justiça de São Paulo, a plataforma alegou dificuldades para retirar todos os links relacionados ao vídeo. Como resultado, o Tribunal sugeriu que Faro iniciasse ações individuais contra os veículos de mídia que veicularam o conteúdo, com base na decisão favorável obtida anteriormente.
A advogada de Rodrigo Faro, Jéssica de Santana Santos, afirmou que o apresentador tem uma relação positiva com a Globo e é grato pelo período em que trabalhou na emissora. No entanto, a ação judicial foi considerada necessária devido à falta de resposta da Globo em relação à solicitação administrativa de remoção do conteúdo. A advogada destacou: “Tentamos resolver administrativamente, mas ficamos sem resposta. É muito difícil, é uma empresa muito grande.”
Na ação contra a Globo, Rodrigo Faro busca a retirada dos links relacionados ao incidente das plataformas da emissora, bem como uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil. A advogada observou que, embora a ação judicial possa trazer o assunto de volta à tona, é preferível resolver o caso de forma legal e encerrá-lo de uma vez por todas.
Com informações de Revista Fórum
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