Padre Fábio de Melo participou do programa Altas Horas no último sábado (04) e passou a receber muitas críticas sobre sua aparência nas redes sociais. Internautas chamaram atenção para o rosto inchado do padre, sugerindo que ele havia feito uma harmonização facial exagerada.

Nesta segunda-feira (6), o religioso rebateu os comentários e aproveitou para contar ao jornal O Dia, sobre o diagnóstico que recebeu com a Síndrome de Ménière, uma doença crônica que atinge duas a cada mil pessoas e provoca aumento da pressão de líquidos no labirinto, parte do ouvido responsável pelo equilíbrio e pela audição.

Foto: Reprodução

Além do inchaço, outros sintomas comuns são: crises de tontura de duração variável, perda auditiva, sensação de zumbido e de ouvido tapado, como se estivesse cheio de água, e vertigem.

Padre Fábio contou que sabe do diagnóstico há 10 anos e que seu sintoma é apenas a perda de audição do ouvido esquerdo nas regiões graves. Além disso, Melo esclaresceu que alguns medicamentos que usa reforçam a retenção de líquidos, deixando seu rosto inchado. A síndrome demanda um tratamento continuado, já que não tem cura.

“Usei [corticoides] durante quase dois anos seguidos, com interrupções para que o organismo descansasse, em doses altíssimas: 60 ml por dia”, afirmou ao jornal, destacando que “no auge das crises”, chegou a usar 80 ml diariamente.

Sobre a repercussão de sua aparência, Melo negou ter feito harmonização facial e explicou que, na época do programa, tinha tomado medicamentos para sinusite.

Foto: Reprodução

“Se tivesse feito [harmonização facial] não teria nenhum problema em assumir. A gravação coincidiu com o término de uma crise de sinusite que durou um mês e meio. Foram 15 dias de antibióticos e anti-inflamatórios muito fortes. Eu tenho facilidade de reter líquidos. Mas, graças a Deus já estou bem. O rosto já está normal”, afirmou.

Além disso, o padre aproveitou a situação para abordar, em um vídeo, a necessidade das pessoas pela “cura emocional” e sobre o desprezo utilizado como ferramenta para tal.

“Só estamos emocionalmente curados depois que nós perdemos a necessidade de desprezar”, inicia. “O desprezo pode ser um sinal de que nós ainda estamos interessados pela realidade que dizemos ter superado. Quando fazemos verdadeiramente a faxina emocional que expulsa de nós os resultados danosos das relações que vivemos, perdemos a necessidade de insultar, falar mal, desprezar. Quando estamos realmente curados, nós oferecemos ao outro nosso silêncio, a elegante postura de quem sabe seguir a vida sem olhar para trás.”

Com informações de Yahoo

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