O cantor Gusttavo Lima usou suas redes sociais para falar sobre a polêmica de seus shows pagos com cachês milionários, supostamente com dinheiro público. Em uma live em seu Instagram nesta segunda-feira (30) ele caiu no choro ao tentar se defender.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Eu juro que estou cansado, eu estou a ponto de jogar a toalha e dizer… (não completa a frase). Mas desculpa de coração, de ter que falar sobre isso nesse canal que só foi feito por amor. Por dedicação, vocês sabem a dedicação que sempre tive na carreira, meu compromisso com todos meus fãs, é foda, muito triste ser esculhambado, tratado como bandido por tudo isso”, declarou.

Lima passou a ser criticado depois que o Ministério Público de Roraima instaurou um inquérito para investigar a contratação de um show no valor de R$ 800 mil pela Prefeitura de São Luiz, cidade de apenas 8 mil habitantes. Além da cidade Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, que pagaria R$ 1,2 milhão por um show antes do cancelamento da apresentação pelo prefeito Zé Fernando (MDB).

O artista disse que não entende o motivo pelo qual foi tão criticado e classificou o julgamento como ‘inveja’. Ele também tenta defender o seu trabalho e a rede de empregos que gera com seus shows.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Não compactuo com dinheiro público. Sobre shows de prefeitura, acho que todos artistas já fizeram ou fazem show de prefeitura, isso na minha forma de pensar é sobre valorizar a nossa arte. Se a única coisa que a gente tem pra vender é a nossa voz, a gente ganha dinheiro com isso, paga nossas contas com isso, coloca comida na nossa mesa através da nossa arte. Não só na minha mesa, mas de 500 funcionários que dependem do Gusttavo Lima para alimentar sua família, fora os indiretos. O último boteco em Brasília geraram mais de 22 mil empregos diretos e indiretos. Tudo que eu tenho foi ralado, foi trabalhado pra caramba, a minha vida é cantar, se eu tenho uma casa bora pra morar, saiu da minha garganta, se eu tenho um carro bom pra andar, saiu da minha garganta, se eu tenho barco, avião, qualquer tipo de coisa que a música e meus fãs me proporcionaram, tudo saiu da minha garganta com trabalho, suor, dedicação”, disse.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O cantor também esclaresceu sobre o valor de suas apresentações, que não se altera pelo contratante.

“Todos nós temos conta pra pagar, seja pra prefeitura, para shows privados, faço pouquíssimos shows de prefeitura. Quando a gente ainda faz algum, é massacrado como se fosse bandido, como se fosse ladrão que está roubando dinheiro público. Sou trabalhador normal como qualquer prestador de serviço ao órgão público, coloco comida na mesa através do meu trabalho, independente se show privado ou público. Meu valor é um e não vai mudar. E isso gera tanta coisa negativa que entra em paranoia, não sabem o quanto isso tem me prejudicado emocionalmente na última semana. Queria que tivesse um pouco mais de sensibilidade, valorizar nosso trabalho, se for público ou privado, temos que viver disso. Não impeça a única coisa que eu tenho pra vender”, completou.

 

Com informações de Catraca Livre

RECOMENDAMOS



LIVRO NOVO



Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

1 COMENTÁRIO

  1. É muita grana para um bolso só, né meu querido, e a vida é curta pra gastar tanta grana, sacou? E não se trata de valorizar ou não o seu merecido e “suado ” trabalho, problema é que tem gente chorando de fome, falou?

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui