Sarah Boyle é moradora de Stoke-on-Trent, em Staffs, no Reino Unido e no ano de 2016 recebeu a notícia de que tinha câncer de mama. Imediatamente, ela iniciou os tratamentos necessários, como sessões de quimioterapia e até mesmo uma cirurgia de remoção da mama, chamada mastectomia.

Aos seus 28 anos, Sarah pensou que essa seria a notícia mais impactante de sua vida. Mas ela não esperava uma surpresa ainda maior: no ano seguinte, os médicos do Royal Stoke University Hospital concluíram que ocorrera um erro na interpretação da sua biópsia e o diagnóstico estava errado.

Após realizar químio e retirar as mamas, mulher descobre que não tinha câncer
Foto: Reprodução

A mulher então soube da verdade: ela nunca tinha tido câncer. Sarah, inclusive, não podia optar por uma cirurgia de reconstrução da mama, já que isso poderia aumentar a possibilidade de desenvolver de fato a doença no futuro.

O tratamento de Sarah para tratar o suposto câncer poderia também lhe causar problemas de infertilidade e teve grande impacto em sua saúde. Felizmente, a mulher conseguiu engravidar de seu segundo filho, Louis, que hoje tem 1 ano de idade.

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“Mesmo agora, é muito difícil tentar descrever o que aconteceu comigo. Ser informada de que você tem câncer, ainda mais na minha idade, foi difícil de aceitar. Mas, depois de meses de um tratamento horrível, ser informada de que tudo isso era desnecessário é algo que não tenho certeza se chegarei a um acordo. Não são apenas os efeitos físicos, mas também a tortura mental que passei. Um diagnóstico incorreto de câncer pode arruinar uma vida e algumas pessoas podem não ter a mesma sorte de sobreviver. Qualquer coisa que ajude a reduzir o número de pessoas afetadas por um diagnóstico incorreto ou permita que outras pessoas recebam tratamento mais rapidamente deve ser bem-vinda”, desabafou Sarah.

Sarah conta sua história através das redes sociais, tanto para alertar as pessoas de que isso pode acontecer, como para ser uma fonte de amparo para quem passou pelo mesmo. Ela também permeia a pauta da inteligência artificial (IA) e pede para que a inovação seja usada de forma mais abrangente nos hospitais, para evitar que esse tipo de erro ocorra novamente.

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Sarah Sharples foi a advogada especialista em negligência médica que representou a mulher e reitera o impacto do ocorrido na saúde mental de Sarah e de sua família: “O que Sarah e sua família tiveram de suportar é realmente chocante, e o efeito do que aconteceu continua a impactar suas vidas. Sarah sofreu um trauma psicológico significativo como resultado do que passou e continua a suportar os sintomas contínuos causados ​​por seu tratamento. Embora essa pesquisa esteja iniciando, os resultados desse estudo parecem ser muito promissores. Continuamos apoiando Sarah para ajudá-la a tentar aceitar o que aconteceu com ela da melhor maneira possível”, disse.

O hospital fez uma nota oficial para falar sobre o caso e aproveitou para fazer um pedido oficial de desculpas à Sarah: “Um diagnóstico incorreto desse tipo é excepcionalmente raro e entendemos como isso foi devastador para Sarah e sua família. Além de um pedido de desculpas, as conclusões da investigação foram compartilhadas com ela e o caso agora faz parte de uma reivindicação legal em andamento com a qual o Trust está cooperando plenamente. No final das contas, a declaração incorreta da biópsia foi um erro humano e, como uma salvaguarda extra, todos os diagnósticos de câncer invasivo agora são revisados ​​por um segundo patologista. Sarah continua em contato regular com a equipe clínica que a tratou e eles estão sempre disponíveis para discutir quaisquer preocupações em andamento que ela possa ter”.

Com informações de Melhor Com Saúde

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