Asya Serpinska é uma ativista de 77 anos que não deixou seus princípios de lado, mesmo em um dos momentos mais difíceis de sua vida. Em meio à guerra da Ucrânia e com risco de bombardeios russos, a idosa ucraniana não fugiu de seu país e continuou gerenciando um abrigo que acolhe centenas de animais resgatados desde o começo da guerra.

Foto: Heidi Levine | Washington Post

A mulher atuou a maior parte de sua vida como professora de matemática, mas, depois de se aposentar, queria trabalhar com algo ‘útil’ de alguma forma. “Eu sabia que era minha responsabilidade cuidar deles”, disse.

Ela teve ajuda de três colegas e já acolheu mais de 700 cães e 100 gatos, além de cavalos, galinhas e, até mesmo, um leão abandonado em um zoo particular.

Foto: Heidi Levine | Washington Post

Junto de seu marido, Valentyn, que hoje tem 78 anos, ela passa por aldeias devastadas pela guerra para salvar os animais sobreviventes e em situação de risco. “O primeiro pensamento que me passou pela cabeça foi que eu tinha que correr para salvar os animais”, lembra.

O trabalho de Asya é extremamente importante nesse momento. A Ucrânia vem sofrendo muito com os ataques e, consequentemente, os animais também. Na cidade de Borodyanka, por exemplo, voluntários e funcionários foram expulsos de um abrigo que acolhia mais de 500 cães. Sozinhos, cerca de 350 cachorros morreram de fome.

O maior receio de Asya é que isso aconteça em seu abrigo. Ela se recusa a deixar os animais: “Meu lugar é aqui”, disse.

A mulher já passou por episódios com os soldados russos. Mas, um em especial a marcou:  “Dois soldados vestidos como exterminador marcharam em direção ao portão do abrigo. Quando alguns começaram a latir, um dos soldados levantou a arma e atirou em uma cadela. Eu fui até e perguntei ‘por que você está atirando? Eles são bons e gentis’ e ele respondeu com a um nível extremo de frieza: ‘bem, por que eles estão latindo para mim?’ e foi embora”. A cachorrinha baleada não resistiu ao ferimento.

Foto: Heidi Levine | Washington Post

Além disso, Asya relatou que os animais estão sendo muito afetados pela guerra. Muitos viram seus próprios tutores serem fuzilados e estão muito estressados e deprimidos. “Temos um ditado, e é importante. Para nós, salvar animais é ser humano”, finalizou a ucraniana.

Com informações de ANDA

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