Esses dias li uma postagem que dizia mais ou menos assim: “Na vida você não precisa dar tantas explicações. No final, as pessoas entendem o que querem e o que lhes convêm. Sendo assim, contanto que você saiba que faz o bem e que não está aqui para prejudicar ninguém, apenas siga o seu caminho em paz”.

Não sei quem é o autor da frase (quem souber me avisa que marcarei aqui), mas a citação me abraçou num momento em que atravesso um período de muitas reflexões acerca da coragem de me expôr e da necessidade de aprovação.

Muitas vezes, a gente se sente impelido a pedir perdão por ser quem é. Em diversas situações, nos sentimos constrangidos simplesmente por existirmos e tentarmos ser autênticos e coerentes com nossos desejos. Algumas vezes, temos necessidade de nos justificar pela vida que vivemos e por nossas escolhas.

Não deveríamos dar tantas explicações, mas damos. Não precisaríamos nos incomodar tanto com o que dizem e pensam a nosso respeito, mas nos incomodamos. Não devíamos nos afetar com quem julga nos conhecer melhor que nós mesmos, mas nos deixamos atormentar. Não deveria ser necessário querer provar algo a alguém – já que as pessoas acreditam no que lhes convém – mas insistimos em tentar não decepcionar ninguém.

Unanimidade não existe. De vez em quando você irá decepcionar alguns, e está tudo bem. Você não é perfeito nem infalível; você também tem direito de seguir seu coração, mesmo que isso não atenda às expectativas dos “donos da razão”.

Fique em paz com suas decisões e escolhas; esteja tranquilo com a forma que você se expõe nas redes sociais – mesmo que isso incomode quem nunca se satisfaz; não perturbe o seu coração com exigências sobre humanas. Muitas vezes as pessoas esperam muito de nós, e por querer cumprir o combinado, seguindo o script da expectativa alheia, acabamos numa prisão.

Lutamos por nossas reputações com unhas e dentes, e acabamos perdendo a liberdade e a paz.

Quem nos ama de verdade e está do nosso lado para o que der e vier, jamais irá nos julgar ou incriminar por um vacilo ou por algo que não saiu de acordo com as expectativas que ele mesmo criou a nosso respeito. Quem coloca tudo a perder e te incrimina por qualquer deslize, não merece andar ao seu lado.

De repente você está vivendo a vida de outra pessoa, e não a sua, somente pelo desejo de agradar. De repente você deixa de olhar para seus anseios e necessidades e passa a querer cumprir o script daquilo que esperam de você somente pela obstinação de ser aceito e não decepcionar. Que preço alto de viver! Então um dia você acorda e decide que é hora de mudar. E, de tanto fazer o “certo”, quando você desiste de cumprir as expectativas externas, acaba sendo massacrado, pois não aprenderam que você também tem desejos, como todo mundo, e que você também quer ser senhor(a) de suas horas, como todo mundo.

Por fim, uma frase que li esses dias e fez todo sentido: “Afastar-se de algumas pessoas é autocuidado”. Preste atenção à sua volta. Nem todo mundo merece lugar de destaque no seu coração e na sua vida. Distanciar-se e manter apenas vínculos cordiais e diplomáticos com algumas pessoas pode ser questão de saúde mental. Nem todo mundo se relaciona de forma saudável, e muitas vezes você acaba doando seu tempo e energia à relações que cortam suas asas e minam sua autoestima, quando poderia simplesmente dar um basta. Aprender a colocar limites e dizer “não” é um grande passo, e representa um salto gigantesco na sua qualidade de vida. Afinal, ninguém percorreu seu caminho com seus sapatos para saber onde apertam os seus calos…

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Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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