Esse bolo pode ser considerado um grande sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Na cidade de Lübeck, na Alemanha, ele foi encontrado em uma adega, e parece ter sido feito  para um serviço completo de café da manhã que ficava ao lado, há 79 anos.

Pesquisadores acreditam que essa relíquia comestível (ou talvez não) se trata de um bolo de amêndoas e avelã, decorado com glacê.

O mais curioso sobre essa descoberta é que não se trata apenas de um bolo velho, mas sim, uma sobremesa que sobreviveu aos ataques da Segunda Guerra Mundial. Em 28 de março de 1942, a Força Aérea Real Britânica atacou a cidade.

No dia, três principais igrejas de Lübeck foram atingidas por cerca de 400 toneladas de bombas, resultando em 25 mil pessoas desabrigadas e uma tempestade de fogo, que acabou destruindo o centro histórico. Mas, nada que tenha destruído o bolo.

A gerente de escavação da região, Lisa Renn, revelou que o bolo está “fortemente carbonizado” e escurecido de fuligem na parte exterior. “O calor o encolheu a apenas um terço da sua altura original”, explica.

Crédito da imagem: dpa picture alliance / Alamy Live News

A sobremesa estava na casa que pertencia a um comerciante local chamado Johann Wärme. Depois da residência ter sido destruída pelas bombas, o bolo ficou protegido por camadas de entulho que se formaram em cima dele.

Crédito da imagem: dpa picture alliance / Alamy Live News

A equipe responsável pela escavação disse que naquele local, eram feitos cafés da manhã e bolos decorados para celebrações e antes do ataque, a mesa havia sido posta. O entretenimento musical que aconteceria também foi preservado. Foram encontrados vários discos para gramofone, incluindo sinfonias de Beethoven.

Crédito da imagem: dpa picture alliance / Alamy Live News

A cidade de Lübeck, fundada em 1143 é conhecida por ser um tesouro de descobertas arqueológicas, sendo o maior patrimônio mundial da UNESCO na Alemanha graças ao seu centro medieval ser muito bem preservado.

O subsolo da região é todo feito de argila, o que permite uma grande preservação de material orgânico. “Você cava cerca de sete metros e está em 1100. Temos cada um dos detalhes da atividade mercantil e urbana ao longo de oito ou nove séculos”, conta Dirk Rieger, um dos responsáveis pela escavação.

 

Com informações de Yahoo

 

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