Essa carta foi enviada aos pais de uma escola na Zona Oeste do Rio de Janeiro, seu propósito é alertar os riscos provocados pela série “Round 6” no público infanto-juvenil. O seriado está nos mais vistos da Netflix e é o assunto mais comentado em redes sociais.
O documento feito pelo escola circulou muito entre as mães e pais da região e cita preocupação com o nível do conteúdo que as crianças estão assistindo.
A carta foi escrita nesta semana, quando alguns alunos da escola Alladin comentaram com os professores sobre a série coreana. Muitas crianças afirmaram que estavam acompanhando a trama ao lado dos pais, o que deixou pedagogos assustados.
“Round 6” é o novo sucesso mundial da plataforma de streaming Netflix e apresenta a história de pessoas que se envolvem num jogo mortal em busca de uma fortuna calculada em US$ 39 bilhões. Ao longo de nove episódios, os personagens se enfrentam em batalhas sangrentas que reproduzem brincadeiras infantis, como “cabo de guerra” e disputas com bolinhas de gude.
Katia Telles, presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, adverte que a alusão a brincadeiras, na ficção, provoca uma sedução entre o público infantil. E isso pode causar danos psicológicos. Para a pediatra, o material não deveria ser visto por crianças na faixa dos 7 e 8 anos, pela inadequação do conteúdo, que tem classificação indicativa de 16 anos.
A orientação para adolescentes é outra. Segundo a especialista, pais deveriam assistir à produção ao lado dos filhos com mais de 12 anos e promover, em seguida, conversas críticas sobre a obra.
Leia a íntegra da carta
“CARTA ABERTA AOS PAIS E RESPONSÁVEIS
Prezados,
A parceria entre escola, família e sociedade é fundamental para o sucesso da Educação. Sendo assim, nosso objetivo com esta carta é alertar aos responsáveis sobre algo que temos escutado durantes os dias com nossos alunos e tem nos chamado atenção.
No dia 17 de setembro de 2021, foi lançada na NETFLIX a série ‘ROUND 6’. A série coreana, com classificação etária de 16 anos, está batendo os ‘records’ de audiência, inclusive nas redes sociais como: Facebook, Instagram e Tik Tok.
O conteúdo da série que contém: violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, pederastia, palavras de baixo calão entre outras coisas tem sido assunto entre nossos alunos durante o recreio e horários livres.
A série, utiliza-se de brincadeiras simples de criança como: ‘Batatinha frita 1,2,3’, ‘Cabo de guerra’, ‘Bolas de gude’ e outras, para assassinar a ‘sangue frio’ as pessoas que não atingem o objetivo final. O que nos causa preocupação é a facilidade com que as crianças acessam esse material.
Lembramos, apenas para informação, que canais de Streaming como a NETFLIX e outros possuem a ‘Restrição de visualização por classificação etária’, uma ferramenta preciosa para que nossas crianças acessem somente o conteúdo apropriado à sua idade.
Sabemos que é responsabilidade da família decidir o que é melhor para suas crianças, mas enquanto educadores temos o dever de alertar e honrar o compromisso com a Educação.Certos de sua compreensão, nos colocamos a disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.
Atenciosamente, Direção”
Com informações de O Globo
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