Luciano Szafir passou mais de um mês internado por conta das complicações da Covid-19. Em entrevista à Quem, o ator deu alguns detalhes sobre sua vida pós infecção e afirmou ser um processo lento e doloroso.

Szafir também explicou que não é mais o mesmo após ter contraído o novo coronavírus, ele diz que ainda tem que conviver com problemas de memória, além do cansaço crônico. Mas, o ator reconhece que é privilegiado por estar tendo os melhores cuidados possíveis em relação à doença.

“Não sou mais o mesmo Luciano de antes. O pós-Covid é tão complicado quanto o durante. A recuperação é lenta, e entender isso ajuda muito. Tenho lapsos de memória, canso muito mais rápido e ainda fiz uma colostomia. Não é fácil, mas me sinto privilegiado por ter oportunidade de acompanhamento médico e toda a assistência que preciso”, explicou.

A vida pós Covid-19 também trouxe uma mudança importante para a rotina do ator, algo que ele nunca havia feito antes: terapia. Szafir sentiu a necessidade de incluir o tratamento em sua vida e assim entender melhor o que sente.

“Pela primeira vez, estou fazendo. Tem sido fundamental para a minha recuperação. As noites são complicadas, fico preocupado que algo aconteça, muitas sensações de angústia voltam a rondar os pensamentos”, completou o artista.

Em uma publicação nas redes sociais, Luciano postou uma fotografia e na legenda, escreveu mais algumas palavras sobre seu processo:

“Não importa o quão forte ou fraco foram seus sintomas a recuperação é o seguinte:
Não tem atalhos
É difícil
Exige muita força de vontade
Um dia será bom outro será horrível
E sobretudo você tem que ter muita fé em D’us e em si mesmo…E eu tenhooooo!”

Com informações de Yahoo

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1 COMENTÁRIO

  1. Ninguém será mais o mesmo. Mesmo aqueles que, por enquanto, não contraíram a doença, se fragmentaram e sofreram pelo amados que assistiram partir, sem poder abraçá-los. Não são os mesmos de antes porque, ainda que, mais sofridos, são mais sábios. A Pandemia chegou para nos virar pelo avesso, nos subtrair o supérfluo de pensamentos e emoções e nos ensinar o desapego de pessoas e coisas. Chegou para nos impedir de dizer palavras inúteis, porque máscaras o impedem. Chegou passando a limpo os rascunhos de décadas, rasurados e apagados nas tentativas de acertar, porém cometendo os mesmos erros. Ninguém será o mesmo e nada será como antes porque um “normal possível” seria repetir o que já está ultrapassado, descartado,deletado, impossível de reviver para nos transformar nas mesmas pessoas que fazem, pensam e sentem exatamente como antes. Somos todos sobreviventes e sequelados, após naufrágios e tsunamis, que a Pandemia causou por dentro e por fora de todos nós. Só nos resta saber se entendemos a razão, o motivo e o porquê. Só isso.

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