A empresa especializada em biociência e genética fez um anuncio na segunda-feira (13) de um investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de reais) para dar vida ao mamute-lanoso, extinto há cerca de 10 mil anos.

Parece cenário de um filme fictício (alô Jurassic Park), mas é pura verdade. Eles pretendem utilizar parte do genoma dos elefantes asiáticos para trazer de volta o mamute.

Protagonista da ‘Era do Gelo’, o mamute é conhecido por suas presas invertidas e alongadas, o mamífero se alimentava de plantas e habitava as áreas mais congelantes do globo, já que tinha duas espessas camadas de pelo que mantinham seu sangue quente.

Foto: PhotoresearchersLatinstock/VEJA

O atrevido projeto que pretende trazer de volta tal criatura foi anunciado pela empresa americana Colossal, fundada por Ben Lamm, um empresário de tecnologia e software, e George Church, geneticista pioneiro na abordagem sobre edição de genes e professor de genética de Harvard.

De acordo com eles, a volta do mamute-lanoso representa não apenas um grande avanço para a ciência na possibilidade de reverter o cenário de espécies extintas, mas também uma forma de combater às mudanças climáticas.

Foto: rpongsaj/Wikimedia Commons

A Colossal, portanto, deixou claro que o objetivo não é fazer cópias exatas do gigante extinto, mas sim adaptá-lo utilizando parte do DNA do elefante asiático, o animal vivo que possui o maior número de genes semelhantes ao do mamute.

“Embora o mamute-lanoso não esteja vivo andando pelas tundras, o código genético do animal está quase 100% vivo nos elefantes asiáticos de hoje. Precisamente, os dois mamíferos compartilham uma composição de DNA 99,6% semelhante”, defendem os cientistas.

Sendo assim, os pesquisadores irão criar embriões utilizando células retiradas da pele de elefantes asiáticos e, em laboratório, irão reverter os estágios dessas células até que se tornem células-tronco, que são células mais versáteis e que carregam o DNA dos mamutes.

Já as características específicas da espécie, como a pele, presas, camada de gordura e outras características que fazem os mamutes adaptáveis às regiões mais frias do globo, serão identificadas a partir da comparação com o genoma extraído da carcaça de mamutes recuperados no permafrost -nome dado à camada permanentemente congelada abaixo da superfície da Terra.

Foto: Colossal | Reprodução

“Graças ao seu habitat no permafrost, tundra e regiões congeladas de estepe, muitos mamutes que morreram nunca se deterioraram completamente – em vez disso, permaneceram selados no gelo para serem descobertos posteriormente. Assim, as amostras de tecido coletadas contêm DNA intacto, comida não digerida nos estômagos dos mamutes, pelos, presas e muito mais”, afirmam os pesquisadores.

Se tudo isso der certo, os embriões serão levados para uma barriga de aluguel ou um útero artificial, onde serão gestados. A gestação de um elefante, caso se desenvolva sem problemas, dura 22 meses.

Mas como a volta do mamute por ajudar no combate às mudanças climáticas?

De acordo com os pesquisadores, a volta do animal ajudaria a combater as mudanças climáticas trazendo de volta a vegetação original das tundras, que mais se assemelham a um pasto, do que o que é atualmente, coberto por musgos.

Isso ajudaria a evitar o aquecimento do permafrost e, consequentemente, seu descongelamento.

Pesquisadores estimam que o permafrost mantém quase 1,7 trilhão de toneladas de carbono aprisionado, ou seja, quase o dobro do dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera.

 

Com informações de G1

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1 COMENTÁRIO

  1. Gente, cientistas são espécimes à parte, há que se respeita-los sempre que priorizem “ressuscitar” um mamute investindo uma grana preta que deveriam estar destinando para as necessidades básicas do Planeta, como matar a fome do mundo, por exemplo. Algumas espécies foram extintas para permitir o surgimento de outras, importa seguir em frente porque a Terra esta pedindo socorro, imprescindível salva-la. Mamutes já tiveram sua chance, agora é a nossa vez.

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