A partir do dia 31 de julho, O Museu da Língua Portuguesa reabrirá ao público com nova exposição temporária. “Língua Solta”, com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos é uma mostra que revela a língua portuguesa em seus amplos e diversos desdobramentos, na arte e no cotidiano, por meio de um conjunto de artefatos que ancoram seus significados no uso das palavras.

São 180 peças que compõe o todo da exposição, que ficará em cartaz até 3 de outubro de 2021. O manto bordado por Arthur Bispo do Rosário é exibido em uma das entradas da sala, nele a frase “Eu preciso de palavras escritas” comove os visitantes. Na outra entrada, estão expostos quatro estandartes de maracatu rural, trazidos de Pernambuco para a mostra.

A mostra também conta com memes, histórias em quadrinhos e instalações interativas que se comunicam com o público.

“A língua é solta porque perturba os consensos que ancoram as relações de sociabilidade dominantes, tanto na vida privada quanto na pública. Incorporada em imagens e objetos diversos, ela sugere outros entendimentos possíveis do mundo. E tece, assim, uma política que é sua”, diz um dos curadores Moacir dos Anjos.

“A gente entende que a língua é um espaço de disputa de poder e vai se refletir em questões várias do Brasil – de raça, de classe, de gênero e de geografias”, afirma a curadora Fabiana Moraes.

O Museu da Língua Portuguesa, instalado na histórica Estação da Luz, foi reconstruído após ser atingido por um incêndio em dezembro de 2015. O Museu foi um dos primeiros dedicados especialmente a um idioma e promove um mergulho na história e na diversidade da Língua Portuguesa, com experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos.

Fotografia do Espaço Falares, por Eduardo Knapp

Em sua exposição de longa duração, o Museu contará experiências inéditas, como “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do Brasil, e “Nós da Língua Portuguesa”, que aborda a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Serão mantidas as principais experiências que marcaram os quase 10 anos de funcionamento do Museu (2006 a 2015), como a “Praça da Língua”, espécie de ‘planetário do idioma’, que homenageia a língua portuguesa escrita, falada e cantada em um espetáculo de som e luz.

Fotografia da Praça da Língua, por Eduardo Knapp

O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Fotografia da ‘Rua da Língua”, por Eduardo Knapp

Com informações de Cultura UOL

RECOMENDAMOS



LIVRO NOVO



Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui