A leitura já possui inumeráveis benefícios que são conhecidos, mas esse novo estudo mostrou que ler para crianças doentes pode ajudar na redução dos hormônios responsáveis pelo estresse, assim auxiliando no tratamento de recuperação.

Os pesquisadores do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), foram os responsáveis pelo estudo. Os responsáveis coletaram amostras de saliva de 81 crianças de 2 a 7 anos, internadas em unidades de terapia intensidade (UTI) em São Paulo.

Os resultados publicados na revista científica americana “Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS)” demonstraram que, no grupo onde havia terapia com contação de histórias, houve diminuição nos níveis do cortisol, hormônio associado ao estresse.

Vera Gracitelli, contadora de histórias voluntária da Associação Viva e Deixe Viver que participou do estudo desenvolvido pela UFABC. — Foto: Divulgação |  Associação Viva e Deixe Viver
Vera Gracitelli, contadora de histórias voluntária da Associação Viva e Deixe Viver que participou do estudo desenvolvido pela UFABC. — Foto: Divulgação | Associação Viva e Deixe Viver

“Essas importantes implicações clínicas apresentam a contação de histórias como uma intervenção humanizada e de baixo custo, que pode melhorar o bem-estar de criança hospitalizadas”, afirmam os autores.

Os contadores de história que fizeram parte da pesquisa são voluntários da Associação Viva e Deixe Viver, com mais de 10 anos de experiência em hospitais.

Foto: Oksana Kuzmina/Shutterstock

Os grupos foram divididos de forma aleatória, onde um recebeu a terapia de contação de histórias e o outro faria questões de adivinhação e enigmas. Ambos os grupos apresentaram aumento nos níveis de oxitocina (hormônio associado ao bem-estar) e diminuição do cortisol (hormônio associado ao estresse), no grupo que recebeu a terapia de contação de história, o níveis de oxitocina correspondiam a quase o dobro do observado no outro grupo.

“Comparado com o grupo de controle, as crianças do grupo de contadores de histórias mostraram um aumento acentuado da oxitocina combinado com uma diminuição do cortisol na saliva após a intervenção de 30 minutos”, afirmam os pesquisadores.

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As crianças costumam criar um vínculo bem forte com as histórias que escutam. Por um processo de comparação, elas ajudam a lidar com as situações que estão vivendo. Estudos anteriores já haviam explicado esse processo psicológico como uma interação dinâmica e complexa entre linguagem, texto e imaginação, chamado de “transporte narrativo”.

“Acreditamos que os pais devem ser incentivados a contar histórias a seus filhos. Contar histórias pode ser um meio eficaz de criar vínculos emocionais importantes”, afirmam os pesquisadores.

Com informações de G1

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