O que é ruim, o que não cabe mais, o que desgasta, o que incomoda, o que já teve o seu tempo, o que somou, o que foi importante. Movimentações necessárias para o meu eu merecer também outras tantas possibilidades do universo para evoluir.

Porque eu descobri que às vezes é mesmo uma questão de saúde emocional desistir de algumas pessoas e situações. Porque mesmo comigo agradecendo pela experiência, pela soma vivida, ainda assim não significa que preciso estar preso naquela história, naquela relação em si.

É saudável quando eu me permito transitar. Quando eu não me culpo por não estar inserido no padrão ou na expectativa alheia. Ter essa leveza pra seguir diariamente é o que vale a pena nisso tudo. Não tem caos que dure quando eu finalmente me reparo, me cuido. Entender a minha melhor versão é um compromisso sem querer no agora, apesar de encarar como são as coisas dia após dia.

Eu só sei que quero evoluir, que ser o mesmo me incomoda – mas o difícil é olhar para os lados e ver o comodismo de quem tem preguiça e preciosismo para alavancar o coração. Nem acredito na existência de pessoas ruins assim por escolha, mas é quase que esmagador pensar nisso tudo como uma escolha consciente, lúcida é amável de enxergar todo a situação.

Eu agradeço e filtro absolutamente toda a minha trajetória até aqui e, como responsável por essa jornada, tenho propriedade no que diz respeito para saber o que não cabe mais. Somar é bom, mas ter pleno coração do que incomoda é êxtase.

Eu fico bem e feliz se a gente dialogar. Se a gente entender e estar disponível para ouvir um do outro. Fora isso, dispenso comentários e observações. Muito obrigado sempre para quem fica e o meu planar para quem quiser partir.

Imagem de capa: Unplash Gian Cescon

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