O mundo dá voltas, minha gente! Conheça a história da cientista Katalin Karikó, responsável pela base da vacina da Covid, que antes havia sido questionada, esnobada e rebaixada na profissão, e ainda precisou enfrentar um câncer. Hoje, ela está sendo cotada para concorrer em Nobel.

A base da vacina da COVID-19, e muitas outras, estão diretamente associadas ao trabalho dessa cientista imigrante da Hungria que foi morar nos Estados Unidos.

A perseverança e crença de Katalin no seu trabalho a levaram a um dos mais importantes desenvolvimentos tecnológicos na pesquisa de vacinas dos últimos tempos na história da medicina.

Katalin hoje é a vice-presidente sênior da gigante farmacêutica alemã BioNTech, e seu trabalho já recebeu nada menos que mais de 12 mil citações acadêmicas.

Katalin desenvolveu terapias e vacinas de RNA mensageiro – que é a base de tantos tratamentos que hoje salvam milhares de vidas na pandemia.

Katalin Karikó está agora sendo cotada para o famoso Prêmio Nobel.

Quando Karikó deixou a Hungria com marido e filha pequena, ela tinha apenas U $ 1,2 mil guardados, pouco mais de R$ 6 mil, que levava dentro do ursinho de pelúcia de sua filha.

Após graduar-se Ph.D. em bioquímica pela Universidade de Szeged, Katalin seguiu em carreira de pesquisa na Academia de Ciências da Hungria.

Após ser demitida, a cientista imigrou para os Estados Unidos, após de receber um convite da Temple University, na Filadélfia, lá no ano de 1985.

Mas quando foi transferida então para a University of Pennsylvania, Katalin enfrentou muitas dificuldades.

Primeiro ela foi desacredita por causa da sua pesquisa, considerada radical na época, o que tornava muito difícil conseguir financiamento. Quase dez anos depois, já na Filadélfia, Katalin foi rebaixa de cargo e ainda foi diagnosticada com câncer.

“Normalmente, nesse ponto, as pessoas simplesmente pedem demissão e vão embora, porque é horrível”, disse.

“Pensei em ir para outro lugar, ou fazer outra coisa. Também pensei que talvez não fosse boa o suficiente, não fosse inteligente o suficiente.” continuou.

A virada na sua vida viria anos depois, quando então que conseguiu um emprego na BioNTech, uma empresa alemã fundada também por imigrantes e que tempos depois foi responsável por uma das vacinas contra o novo coronvírus – Pfizer/BioNTech.

Karikó e mais outro cientista, repetidamente subestimados ou rejeitados pelos acadêmicos norte-americanos, associaram seu método de terapia gênica de mRNA com a experiência da Pfizer para criar a vacina que hoje conhecemos e que já está salvando milhões de vidas pelo mundo.

“Por meio de sua pesquisa meticulosa em mRNA – e persistência apesar dos contratempos – Weissman e Karikó estabeleceram as bases para vacinas que salvarão inúmeras vidas”, contou o diretor do Centro Rosenstiel de Pesquisa em Ciências Médicas Básicas.

Em entrevista à CNN, a humilde cientista explicou que os prêmios e comemorações chegarão em outro momento, quando a pandemia de fato terminar – que é o mais importante em focarmos agora.

Com informações GNN
Foto: Arquivo Pessoal

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