Com a pandemia de Covid-19 mais forte do que nunca no país, a Anvisa decidiu acelerar a entrada de vacinas contra o vírus e não repetir todo o trabalho já feito por outras conceituadas agências internacionais com relação ao registro das doses de imunizantes. Vacinar é o mais importante agora.

A diretoria da entidade tomou a decisão de dispensar o registro e a autorização emergencial para vacinas adquiridas do consórcio Covax Facility.

O Covax é uma coalizão de mais de 150 países que é liderada pela Organização Mundial da Saúde, com o único objetivo de impulsionar o desenvolvimento e a distribuição das vacinas ao redor do mundo.

A decisão da agência brasileira significa que, mesmo vacinas contra a Covid-19 que não tenham sido autorizadas no país, poderão ser usadas se vierem com o aval do consórcio parte da OMS, diminuindo assim o tempo de burocracia para distribuição de vacinas em um momento tão crucial da pandemia que estamos vivendo.

De acordo com a Anvisa, a decisão “reduz a duplicação de esforços regulatórios”.

O acordo entre o Brasil e a OMS estipula que o país receberá 10,6 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ainda no primeiro semestre deste ano.

No total, o acordo do Brasil com a OMS totalizará o recebimento de 42 milhões de doses que vão custar R$ 2,5 bilhões pro governo.

Essa quantidade de vacinas seria suficiente para 10% da população brasileira, o que equivale a cerca de 21 milhões de pessoas – levando-se em conta que a imunização é feita em duas doses.

A vice-diretora geral da OMS, Mariângela Simão, falou entrevista à CNN que o Brasil só terá benefícios com a entrada no consórcio mundial de vacinas (Covax), já que assim não dependerá mais de acordos bilaterais entre o governo e as farmacêuticas para a aquisição de imunizantes.

A medida agora só espera a aprovação do presidente Jair Bolsonaro.

“Mesmo que o Brasil já tenha dois acordos bilaterais, um deles com a Sinovac, que produz a Coronavac, e outro com a AstraZeneca, ainda assim se vê que os quantitativos que serão necessários em 2021 e 2022 são muito maiores do que qualquer capacidade de produção local e exportação dessas vacinas”, explicou Mariângela.

Com informações G1 e CNN
Foto: Juan Medina / Reuters

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