Olha menina, precisamos conversar, e quero que preste atenção em mim.

Você é aquela menina da pré escola que sonhava em ser professora ou astronauta; aquela adolescente do ensino médio que queria viver um amor de cinema e constituir uma família; aquela jovem que entrou com o pé direito na faculdade sonhando com uma carreira promissora e jogo de cintura para conciliar a vida pessoal e profissional.

Você venceu, menina. Do seu jeito, tendo as promessas cumpridas ou não, você venceu. É vitoriosa, independente, amada e admirada.

Você venceu porque lutou por seu espaço, porque superou os dissabores da adolescência, porque driblou a guerra com o espelho, porque passou noites em claro planejando o futuro, porque se esforçou, suou e batalhou por cada conquista que tem hoje.

Mas algo não está saindo conforme o combinado, e você sabe disso.

Você sofre e se pergunta se está fazendo tempestade em copo d’água, se está exigindo demais da vida e agindo como uma garotinha mimada que quer ter todos os seus desejos atendidos.

Mas lá no fundo você sabe que algo está ruim, que algo está tirando sua paz, e embora tenha inúmeras chances de virar o jogo e ser feliz, você se apega à infelicidade. Por que faz isso com você, menina? Por que continua aceitando migalhas quando pode ter o banquete inteiro?

Você escuta que deve tratar uma pessoa como ela te trata, mas você não consegue ser fria e distante assim. Você até tenta, mas não é como gostaria que as coisas fossem.

Você padece com a frieza dele, e sofre, sofre, sofre. Chora e não pode reclamar, pois ele dirá que você está fazendo drama, que odeia cobranças, que você não tem esse direito. Por que você continua aí, menina?

Você tem amigos, pessoas que te amam, mora no apartamento próprio, é linda, inteligente, independente, amada e admirada por tanta gente… você merece o mundo… você merece o mundo menina, você venceu!!!! Não volta para a sarjeta, não se iluda com msgs rasas, não se apegue ao que te faz sofrer, menina! Você tem muito valor!

Por favor menina, me escute:

Ficar sozinha não é o fim do mundo. Estar solteira não é o pior status do Facebook ou da vida como um todo. Você não recebe um carimbo de infelicidade por estar só, ou por desistir de alguém que pouco se importa com você. Chega de tentar sozinha, chega de olhar para o celular de 2 em 2 minutos, chega de lapidar as mensagens que deseja enviar para não parecer cobradora ou desesperada demais. Você merece alguém que te queira na mesma intensidade, merece receber o mesmo amor que entrega, merece alguém que não te chame de dramática só porque você deseja proximidade.

Pode ser que o jeito dele se relacionar seja esse, mas não é assim que você consegue lidar. Se te faz mal, não serve para você. Algumas pessoas podem tolerar esse tipo de relação, mas você não está conseguindo, e você sabe disso.

Você vai sumir, você vai desaparecer, você vai fazer falta, não para que sua falta seja sentida, mas para reencontrar a si mesma – mais amadurecida e mais feliz. Me ouve. Você tem muito valor, menina! Em nome daquela garotinha que você foi, e que tinha tantas esperanças de ser uma pessoa adulta respeitada, amada, valorizada.

Não permita que te coloquem num lugar menor do que aquele em que você cabe. Você é enorme: enorme em valor, beleza, dignidade, amor, coragem e importância. Você merece o mundo, e não as migalhas de alguém que se tornou grande aos seus olhos, mas na verdade não passa de alguém comum, que pelo simples fato de não te desejar na mesma medida, se agigantou na sua ilusão. Acorde! Viva! Seja feliz se amando em primeiro lugar! Você merece, menina!

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

2 COMENTÁRIOS

  1. Oi Fabíola!
    Obrigada pelo texto tão cheio de carinho e significado para muitas de nós. Como você ajuda! É incrivel, mas podemos ser essa menina, apesar dos 45 anos, da independência financeira,dos filhos já adolescentes e de outras coisas que envolvem a vida adulta e dita madura.
    Mesmo ouvindo de amigos que somos especiais, de saber que somos amadas e admiradas pelas pessoas mais chegadas e que apesar das brigas com o espelho, recerbemos elogios sinceros de como nos acham bonitas… Mesmo assim é possivel se sentir essa menina insegura, que pode se contentar com pouco por achar que o inteiro não é para ela. Que realmente acha que se perder o pouco ficará sem nada. Na verdade ela não tem nada. Nada do jeito que quer e que sonha para si.
    Eu precisava ler isso.
    Um grande abraço.
    Admiro a forma como você se comunica. Tem muito coração nas suas palavras. Bj

  2. Oi Katia!!! Nossa, seu comentário acrescentou muito ao texto, obrigada!!!! Sim, crescemos, amadurecemos, seguimos em frente… mas ainda somos aquelas meninas… e espero que você possa ressignificar muitas coisas dentro de você, entendendo que podemos recusar o que nos maltrata o coração! Beijo grande!!!!

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