O acordo histórico foi assinado no sábado, 3, com representante dos governo de transição sudanês e movimentos rebeldes da região, além de diplomatas do Chade, Catar, Egito, da União Africana e também da ONU, que participaram da cerimônia na capitão de Sudão do Sul.

“Assinamos hoje um acordo de paz e estamos felizes, cumprimos a nossa missão”, falou Tutkew Gatluak, do Sudão do Sul, que foi um dos mediadores do histórico acordo.

O governo de Cartum, que é formado por uma coalizão de civis e militares tinha assumido o comando do país desde o movimento popular que derrubou em 2019 o então presidente Omar al Bashir – que considerava a paz com os rebeldes uma prioridade da sua administração.

Depois de tantos impedimentos, o acordo estipula que os movimentos armados devem ser desfeitos e que os combatentes serão somados ao exército oficial do país, que vai se reorganizar para ser representativo de todos as classes do povo sudanês.

O acordo também inclui outros temas mais delicados, como a propriedade da terra, compensações e o retorno para casa de cidadãos refugiados e deslocados.

O Sudão é um país marcado por rivalidades étnicas e religiosas há vários anos.

Durante três décadas, sob o punho de ferro de Bashir, o governo chegou a ser controlado por árabes, o que gerou conflitos com algumas minorias que logo se dispuseram a enfrentar outros problemas.

A economia do Sudão está em ruínas desde que o governo dos Estados Unidos incluiu a nação africana na lista de lugares que patrocinam o terrorismo. Depois, a separação do Sudão do Sul deixou o país sem 75% de suas reservas de petróleo, uma catástrofe.

Esperemos que esse acordo de paz represente vidas sendo salvas e melhorias em suas vidas.

Com informações Exame e AFP
Foto: iStock

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