Não sou e nunca fui um especialista em relacionamentos, e o fato de escrever não me dá vantagem alguma sobre outras pessoas mas confesso, acabei aprendendo uma coisa ou outra entre um início ali e um término aqui.

O principal deles talvez seja ter o coração na contramão da maioria, sendo honesto comigo e com quem está ao meu lado. E ao fazer isso, ao me despir emocionalmente e mergulhar de peito aberto nas minhas relações em certas ocasiões meu custou caro.

Foi o emocional em declínio. Foi eu me culpando por ter sido sincero e ouvindo que alguns detalhes dos meus sentimentos deveriam ter sido omitidos. Como assim alguém que diz que te ama e quer o seu bem prefere mentir do que falar a verdade?

No fim das contas, algumas pessoas preferem abraçar o risco de não sofrer com nada no lugar sentirem qualquer coisa? Adianta? Vale mesmo a pena? Eu não caio de amores por essa visão de vida.

Eu aprendi, ao longo de muitos encontros e desencontros que o problema não é a minha transparência, mas que sim, vez ou outra é necessário poupar o meu emocional de desgastes desnecessários.

Tudo porque, no fundo, maturidade emocional e intensidade são comportamentos e características que poucos estão disponíveis para evoluir dentro de si. O que é uma pena pela quantidade de vazios que sentimos e de relações completamente líquidas que escolhemos.

Eu posso estar cansado, melhor, mais experiente nessa parte de entender as consequências das minhas demonstrações públicas e privadas de afetos, mas não justifica – e nunca justificará, o meu equilíbrio emocional perder rumo por quem se encontra fora de sintonia comigo.

Nenhum coração tem o dever de concordar com o outro, mas de ouvir, de escutar e ter a mente acolhedora e recíproca para entender, ele precisa.

Então, poupe-se quando julgar necessário. Não alimente descasos que não são seus. Tenha o seu emocional em plenitude e saúde. Nada de forçar o destino ou querer fazer o Universo bancar os dilemas e desamores que passou.

Quando você entende o seu valor, a sua alma vale muito mais e o desconforto da relação que não vingou, em nada vai atrapalhar que siga em frente.

Imagem de capa: LOGAN [email protected] via Unplash

RECOMENDAMOS



LIVRO NOVO



"Cidadão do mundo com raízes no Rio de Janeiro"

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui