Vejo uma necessidade absurda de estar bem o tempo todo. Eu, você o João e a Maria. Todos nós “engolimos o choro” e seguimos em frente. “Ahhh, mas é feio chorar. Ser forte é guardar o choro pra si e fingir que tá tudo bem”. Que besteira. Utopia é achar que por trás de um sorriso há uma pessoa feliz o tempo todo.

A gente chora, sofre, e como sofre e ainda somos obrigados a engolir o choro. Quer dizer que minha vida tem que ser perfeita ao ponto de não ter um tropeço se quer? Impossível. A vida é uma eterna oscilação, cheia de altos e baixos. Quando a roda gigante da vida está girando e estou sentada lá em baixo, tenho o direito sim de chorar. E isso não vai fazer de mim um ser humano mais fraco. Pelo contrário, é através do meu choro que limpo minha alma e encontro forças pra seguir adiante.

Para de acumular sujeira no coração. Bota pra fora. Ora, onde já se viu, pular as etapas da vida? Tudo leva tempo. A lagarta só vira borboleta quando passa pelo processo de transformação. Não esqueça que durante cada processo, somos transformados.

Costumo dizer que a gente só consegue lidar com as coisas quando dançamos conforme a música. Esconder a dor em baixo do tapete não te livrará dela. É como machucado, se não cuidar do ferimento, piora.

Para, respira, ressignifica. Só não pira. Respeite seu tempo.

Ninguém é obrigado a ser forte o tempo todo. Se tiver que chorar, chore mesmo. E lembre-se, um momento ruim não decreta quem você é.

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Photo by Lesly Juarez on Unsplash

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Larissa Dias
Estudante de jornalismo, radialista por amor, escritora nas horas vagas. Adora dar boas risadas, costuma passar os domingos de pijama assistindo filmes e séries. Apesar de não curtir baladas, é incapaz de recusar uma rodinha de violão, e para pra cantar junto. Mesmo desafinada, garante que é simplicidade em pessoa.

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