Magawa é uma ratinha que salvou várias vidas tudo por causa da sua incrível habilidade de detectar minas. E agora ela foi reconhecida por seu trabalho corajoso e inestimável. A instituição de caridade veterinária britânica PDSA premiou 30 animais com a medalha de ouro por sua devoção a este trabalho e Magawa é a primeira a recebê-la em 77 anos de história da premiação.

Este não é um reconhecimento menor, depois que esta roedora, auxiliada por suas habilidades, conseguiu detectar e desarmar 39 minas terrestres e 28 munições não detonadas em toda trajetória.

Magawa, de 7 anos, faz parte de um programa de treinamento de ratos da organização Apopo, localizado na Tanzânia, criado no início dos anos 90 para detectar minas graças à vantagem do seu peso ser mais leve.

PDSA

“Magawa é uma rata africana gigante, muito maior do que um rato de estimação comum, mas ainda leve o suficiente para não detonar uma mina terrestre ao caminhar sobre ela. Ela começou a treinar muito jovem depois de ser criada pela Apopo para esse propósito”, relatou PDSA. Sua sigla significa Dispensário Popular para Animais Doentes.

O objetivo do programa é a detecção de explosivos, pois ainda existem cerca de 80 milhões de minas terrestres em todo o mundo que se encontram ativas e em locais desconhecidos por humanos.

“Magawa estaria pronto para o campo em apenas nove meses. Ela teria sido treinada usando um clicker (e muitas recompensas saborosas) ao se aproximar de algo com o cheiro dos produtos químicos explosivos usados ​​em minas terrestres. Magawa passou em todos os seus testes com louvor e não demorou muito para ser enviada para o trabalho”, disse PDSA.

A ratinha detém de uma grande habilidade de acertar explosivos rapidamente e não se confundir no caminho. Até o momento, foram limpos cerca de 141.000 metros quadrados de terreno de explosivos, o que equivale a nada menos do que 20 campos de futebol.

PDSA

“Há 5 anos que detecta minas terrestres. Eae ignora completamente qualquer sucata que esteja lá fora e, portanto, é muito mais rápida do que as pessoas para encontrar minas terrestres”, explicou a organização.

“Ela pode fazer buscas na área de uma quadra de tênis em 30 minutos, algo que um humano com um detector de metais levaria até quatro dias”, acrescentou.

O principal país onde este programa funciona atualmente é o Camboja, onde existe o maior número de amputados por causa de acidentes com minas per capita do mundo: mais de 40.000 pessoas. Cada mina encontrada é uma vida salva.

PDSA

Enquanto isso, seus treinadores e companheiros também estão felizes com a premiação obtida por Magawa. Christophe Cox, CEO da Apopo, disse que esta medalha homenageia o trabalho que a organização construiu há mais de 20 anos.

“Principalmente para nossos treinadores de animais que acordam bem cedo todos os dias para treinar esses animais pela manhã. Mas também é importante para o povo do Camboja e para todas as pessoas ao redor do mundo que sofrem com as minas terrestres”, disse Cox, segundo o portal Unilad.

Com informações PDSA e UNILAD
Fotos: PDSA

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1 COMENTÁRIO

  1. Trabalho, inteligência e dedicação arriscando a vida por humanos que não se compadecem de suas irmãs em espécie, nos infernos dos laboratórios de vivisseccao onde são usadas e descartadas sem receber medalha alguma.

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