então, antes que você pense em fazer mil apontamentos devido ao título do texto, a traição mencionada aqui não é a traição recorrente, a traição manipulada e premeditada.

este texto é sobre a traição que a gente não prevê e fica se culpando por causa do tabu que uma vez com alguém, nada pode mudar com os nossos sentimentos.

óbvio que, quando os envolvidos concordam – ok, tudo certo. mas daí já é outro assunto. às vezes, você conhece alguém, mesmo estando dentro de um relacionamento e até independente dele estar bom ou não, pode acontecer uma conexão com uma outra pessoa.

e não, nada disso quer dizer você tenha um alvará como desculpa para trair – porque vira planejado e se você já considera, você está sim traindo a fidelidade a confiança que a sua parceria depositou em você.

todavia, além do diálogo continuo com quem você ama, você ainda é a prioridade. então, se você não for fiel ao que você sente, e entender que às vezes amores surgem num instante e negar o possível afeto está longe de ser saudável, ainda que não faça nada, você vai continuar pensando naquilo. percebe o prejuízo emocional aí?

o amor não é menos ou mais amor quando nos entregamos ao instante que sentimos a sintonia, a mesma frequência. não exatamente algo sexual, é mais intimidade do que parece, mas a sociedade prefere abominar quando acontece.

porém, entenda: o amor é livre e sempre será. nós é que fazemos a escolha de estarmos com alguém, de preferência baseado no carinho construído e não na mera carência.

mas vez ou outra o universo vem com esses furações que reviram tudo, que fazem a gente questionar e conhecer verdadeiramente o nosso íntimo. o crime afetivo aqui não é ceder, mas não dar ouvidos para quem mais se conhece: você.

a coragem de vestir a honestidade naquele instante nada passageiro ou previsto não é para qualquer pessoa. e julgar alguém por conta de um amor que você não viveu é apenas covarde e nada empático com quem precisou demolir e reconstruir o próprio coração.

tenha um pouco mais de ouvido e acolher na hora de definir no seu imaginário o certo e o errado das relações, sejam elas quais forem.

Imagem de capa: Kirill [email protected] via Unplash

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