O Brasil – até que enfim, entrou oficialmente para a Covax, aliança global da Organização Mundial da Saúde, voltada para vacinas contra a Covid-19 ao realizar a liberação de 2,5 bilhões de reais.

Agora fazendo parte da aliança, o Brasil terá acesso às vacinas aprovadas nas nações que fazem parte do grupo.

Para isso, o país publicou medidas provisórias no Diário Oficial na última quinta, 24.

Contudo, a entrada para o convênio mundial não impede que o Brasil faça em paralelo com outros laboratórios.

A primeira MP é, segundo a Secretaria-Geral da Presidência de Jair Bolsonaro é “a adesão ao Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19.”

A MP 1003/2020 ainda estabelece que o Brasil não será obrigado a comprar alguma vacina que seja aprovada pela OMS e que, caso queira, poderá fazê-la sem a necessidade de licitação.

Apesar da dispensa da licitação, a medida coloca que seguirá sendo necessário um processo administrativo interno com justificativa para a escolha de compra da vacina, além do preço a ser pago por ela e as condições sanitárias no caso de alguma vacina escolhida.

A outra MP, a 1004/2020, aponta pra liberação de R$ 2,5 bilhões para que o Brasil possa integrar a Covax.

O comunicado do governo diz que a participação na Covax permitirá que o Brasil possa comprar vacinas para imunizar pelo menos 10% da população até o final de 2021, “o que permite atender populações consideradas prioritárias” do governo.

“A adesão permitirá o acesso ao portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em análise. Com a diversificação de possíveis fornecedores, aumentam as chances de acesso da população brasileira à vacina no menor tempo possível”, diz a nota divulgada do governo.

O Brasil já tem um acerto encaminhado com a vacina produzida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, que está atualmente é testada nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para completar, o Ministério da Saúde liberou esta semana cerca R$ 80 milhões para o Instituto Butantan, órgão do Governo de São Paulo que testa a vacina Coronavac, da farmacêutica de origem chinesa Sinovac Biotech.

Com informações CNN
Foto: OMS

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