Já notou como é curioso o caminho que tomamos para lidar com nossas fragilidades emocionais? Atacamos ou fugimos. Raramente enfrentamos a dor de frente, nos responsabilizamos por nossas escolhas ou assumimos os próprios erros e o motivo não é difícil de entender: é mais fácil tentar convencer o cérebro que somos vítimas das situações, do que aceitar que as coisas que atraímos para as nossas vidas são resultados das nossas escolhas pessoais.

Antes de continuarmos vamos deixar claro que não estou me referindo à agressões, abusos ou qualquer outro crime que faça o parceiro refém da relação, até porque nesses casos é claro que o outro não tem culpa e é vítima de situações perigosas e degradantes. Estou apenas falando do poder de escolha que temos na vida. Ficou claro? Ótimo, então vamos continuar.

Vamos aos fatos que comprovem que o poder da escolha está nas nossas mãos (mesmo que de forma inconsciente). Quando um relacionamento acaba, por exemplo, procuramos motivos que nos convençam de que o erro foi do outro. Procuramos justificativas, culpamos o outro por tudo e nos colocamos no papel de vítima para que o cérebro emita a seguinte mensagem “você fez de tudo e a culpa não é sua”.

Não são raras as vezes em que as pessoas me procuraram reclamando que “a história se repetiu”, “que foram traídas novamente”, “ele sumiu como todos os outros fizeram” e assim por diante. Antes de culpar o outro pela traição, pelo sumiço ou pela falta de respeito, vamos analisar racionalmente: que tipo de relacionamento você tem atraído para sua vida? Que sinais você emite durante o relacionamento que atrai pessoas sem caráter, sem moral e sem sensibilidade? A que tipo de pessoas você destina seus melhores sentimentos?

Sejamos realistas: o outro trair é uma falta de caráter dele. Você “fingir” que não sabe para não perdê-lo é reflexo de um comportamento carente seu. O outro sumir do nada revela que ele perdeu o interesse ou que nunca esteve a fim de um compromisso sério (o que, aliás, é um direito dele). Você sofrer porque planejou um casamento na praia e o nome dos filhos que teriam é uma falta de noção sua, porque, provavelmente, ele sempre tenha dado sinais de que não queria um compromisso sério com você.

O que quero que fique claro é que você não tem culpa dos erros do outro, mas tem o poder de escolha para não aceitar viver mais isso.

Se você se respeita e se ama do jeito que é, tenha certeza que irá atrair alguém que também te ame e te respeite da mesma forma. Se você reclama do seu peso frequentemente, não sabe receber elogios ou denigre a sua imagem constantemente, irá encontrar alguém que valide tudo o que você afirma. Afinal, você atrai o que acredita.
Por isso, quando digo que você precisa desenvolver inteligência emocional e amor próprio não falo porque é moda. Falo porque se você não desenvolver essas habilidades (sim, são desenvolvidas) você sempre irá atrair o mesmo tipo de relacionamento abusivo para a sua vida.

Há pessoas e pessoas e o poder de escolher quem você quer que entre e faça morada na sua vida está nas suas mãos. Você tem o poder de escolher se quer alguém fiel, sendo fiel e não aceitando ser traída. Você tem o poder de escolher um companheiro de vida, sendo companheira e ficando atenta se as atitudes são recíprocas. De forma resumida: ofereça ao outro aquilo que você quer receber.

Agora que você entendeu isso, é hora de esquecer o passado e começar novas histórias com uma nova versão sua. O que passou, passou. Serviu de experiência, aprendizagem e amadurecimento. Agora, foque no melhor. Foque em ser um bom profissional, em ter um relacionamento verdadeiro e em ser feliz. Afinal, isso só depende de você.

***
Photo by Davids Kokainis on Unsplash

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS



LIVRO NOVO




Pamela Camocardi
A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here