Cientistas conseguiram desenvolver um revolucionário exame de sangue que pode diagnosticar a doença de Alzheimer até 20 anos antes. A descoberta foi anunciada durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2020, além de ter sido publicada na revista “JAMA”.

O exame foi desenvolvido na Universidade de Lund, localizada na Suécia, com testes também realizados nos Estados Unidos e Colômbia, identificando corretamente a doença em até 98% dos casos estudados.

O estudo foi feito com 1.402 pacientes, separados em três grupos e concluiu que o teste de sangue consegue analisar o biomarcador – a proteína fosfo-tau2017, considerada a maior culpada pelo Alzheimer – como forma eficiente de detectar a doença previamente.

Isso porque os níveis dessa proteína são elevados durante os estágios iniciais da doença.

A proteína tau2017 acaba se acumulando no fluido espinhal de pacientes com Alzheimer antes de desenvolverem sintomas aparentes. E esse acúmulo dela agora poderá ser previsto com precisão, pois mostrará a formação das placas prejudiciais que desencadeiam a morte das células cerebrais.

O novo teste ainda substituirá exames e testes caros no líquido espinhal, que hoje são as únicas maneiras eficientes de detectar a proteína antes que os problemas de memória comecem nos pacientes.

Fiona Carragher, membra da Sociedade de Alzheimer, disse que é “um teste de diagnóstico econômico, preciso e não invasivo”, podendo ser um passo vital na medicina.

A descoberta é de tamanha importância porque atualmente 35 milhões de pessoas sofrem com Alzheimer no mundo e o diagnóstico preventivo, antes do aparecimento dos primeiros sinais da doença, interfere diretamente no resultado do tratamento para aliviar esses sintomas e retardar o avanço do Alzheimer que, por enquanto, ainda não tem uma cura.

Oskar Hansson, coordenador dessa pesquisa maravilhosa, também explicou que muitas pessoas com Alzheimer não são diagnosticadas corretamente e, por isso, não recebem o tratamento adequado para a doença.

O estudo ainda não está concluído, mas os pesquisadores acreditam que os testes para detectar a doença possam estar disponíveis em até três anos, ou seja, 2023.

Com informações TheSun
Foto: Ahmad Ardity / Pixabay

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