Especialistas disseram que as pessoas que deram positivo duas vezes foram por causa de erros nos exames e não sobre uma nova infecção. É claro que tudo ainda dependerá de mais testes e estudos, mas não deixa de ser uma esperança para o término da pandemia.

Mas caso essa crença se concretize, pode vir a ser o fim após meses e mais meses de más notícias.

Inicialmente, acreditava-se que era possível ser infectado com o novo coronavírus duas vezes. Mas depois de um estudo minucioso com um total de 277 pacientes no país, descobriram que os resultados que indicaram uma reinfecção do vírus foram na verdade devido à falha no processo de teste.

Os resultados positivos dos testes em pessoas que se recuperaram do vírus aconteceram porque foram encontrados “fragmentos” do vírus que restaram nos corpos dos pacientes, porém sem o poder de deixá-los doentes novamente ou de infectar outras pessoas.

Oh Myoung-don, chefe do comitê de pesquisa sobre essa descoberta, declarou que o teste realizado não conseguiu diferenciar entre as cadeias “vivas” do vírus e os traços inofensivos que são naturais de permanecerem no corpo de alguém que se recuperou, conforme publicado no The Times.

O comitê emitiu um comunicado oficial falando: “Os fragmentos de RNA ainda podem existir em uma célula, mesmo que o vírus esteja inativo. Aqueles que testaram positivo novamente são mais propensos a coletar RNA do vírus que já foi inativado. ”

“A célula epitelial respiratória tem uma meia-vida de até três meses, e o vírus RNA na célula pode ser detectado com testes de PCR um a dois meses após a remoção da célula”, disse Oh Myoung.

Os pesquisadores acrescentaram que, totalmente diferentes de outros vírus, como HIV e varicela, que podem penetrar no núcleo das células humanas e permanecer inativos por anos antes para depois serem reativados, o coronavírus permanece fora do núcleo da célula hospedeira, não apresentando perigo.

“Isso significa que não causa infecção crônica ou recorrência”, explicou o Dr. Oh Myoung-don.

Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde alertou os governos para não emitir “passaportes de imunidade”, pois isso poderia aumentar a taxa de infecções, só que esse aviso foi emitido antes da descoberta dos especialistas sul-coreanos. Ou seja, novos desdobramentos dessa história serão divulgados em breve.

Enquanto isso, embora essas informações não sejam oficiais por diversidades entidades de saúde, pelo menos trazem algum tipo de esperança a todos, levando a crer que existe luz no fim do túnel dessa pandemia.

Com informações The Times
Imagem de capa: CHUNG SUNG-JUN/GETTY IMAGES

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