As cientistas brasileiras Patrícia Medice e Gabriela Cabral Rezende, foram oficializadas como vencedoras do maior prêmio da conservação ambiental do mundo, o prestigiado Whitley Awards, do Whitley Fund for Nature, do Reino Unido.

Conhecido como “Oscar Verde”, a entidade anunciou os grandes vencedores do ano recentemente, no fim de abril.

Patrícia Medici recebeu o Gold Award, principal premiação da entidade. Tudo devido ao seu trabalho de décadas com as antas.

Patrícia é engenheiras florestal e responsável pela criação do maior banco de dados do mundo sobre a espécie. Junto da sua equipe, a cientista realiza pesquisas de ponta para entender a ecologia das antas e informar ações úteis de conservação na Mata Atlântica, no Pantanal e no Cerrado.

Já Gabriela Cabral Rezende recebeu o Whitley Award, oferecido também a mais cinco conservacionistas de outros países. Gabriela foi reconhecida pelo seu trabalho de conservação do mico-leão dourado, mais uma espécie que infelizmente está ameaçada de extinção por causa da humanidade.

Ambas agradeceram o reconhecimento e prometeram continuar os seus trabalhos com muita dedicação:

“A inspiração em pesquisadores pioneiros é a energia que me faz avançar. Enquanto conservacionista, meu sonho é salvar espécies ameaçadas de extinção. Fazer a diferença para uma espécie e seu habitat é o caminho que encontrei para deixar um planeta melhor para as gerações futuras e inspirá-las a se envolver com a conservação, seja profissionalmente ou nas ações do dia-a-dia. Com o prêmio, espero também poder motivar outras cientistas mulheres a atuar pela conservação ambiental”, disse Gabriela.

“Receber este prêmio é extremamente importante, particularmente pelo momento pelo qual passamos. Mais do que nunca, precisamos ressaltar a importância de manter o equilíbrio de nossos ecossistemas. A atual crise de pandemia que vivemos está intimamente conectada com a destruição de nossos ecossistemas e com a forma como lidamos com a natureza. Nunca na história vimos tantos impactos causados por nós seres humanos na natureza. Agir agora é sumamente importante para que possamos reverter os impactos das emergências climáticas e evitar futuras extinções de nossa vida selvagem. Conservacionistas como eu devem participar ativamente na definição da agenda ambiental na próxima década”, ressaltou Patricia.

Apesar da cerimônia oficial que acontece em Londres ter sido adiada por tempo indeterminado por conta da pandemia no mundo, as brasileiras não deixaram de receber o reconhecimento pelos seus feitos grandiosos na preservação do meio ambiente, além de recursos financeiros para darem continuidade aos seus projetos.

Com informações do Ecoa e CicloVivo

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