Está na moda dizer: “Tenha responsabilidade afetiva com o outro”. Significa que você não deve brincar com os sentimentos de ninguém, nem fazer ao outro o que não deseja a si mesmo. Ok, isso é muito bom, muito válido, mas para um relacionamento funcionar, primeiro é importante que você tenha responsabilidade afetiva com você mesmo.

Ter responsabilidade afetiva com você mesmo é não se submeter de forma oprimida ao desejo do outro, tornando-se refém do que essa pessoa faz ou deixa de fazer, condicionando sua alegria ou tristeza à aproximação ou afastamento desse alguém. É dar um basta às relações que te afastam do seu bem estar e te tornam uma pessoa pior do que você realmente é.

Você não pode controlar o que o outro faz ou deixa de fazer. A única coisa que você realmente pode controlar e modificar é a forma como você pretende se relacionar com essa pessoa. Tentar mudar alguém nunca funcionou nem nunca irá funcionar. A única coisa que você pode fazer é se perguntar: Se essa pessoa não é quem eu queria que fosse e me causa tanta dor, por que é que eu continuo ali, tentando, insistindo?

Uma pessoa pode controlar ou dominar outra não somente através de cobrança. Ela pode controlar ou dominar alguém através da ausência também. Ou através de comportamentos que intercalam presença e ausência. Isso é uma forma de dominação. Isso é uma forma de ferir a liberdade do outro.

Porém, só é dominado – de que forma for – quem permite. Só fica vulnerável aos desejos do outro quem abre mão de si mesmo. Só é aprisionado quem não se protege. Só é machucado repetidas vezes quem não tem responsabilidade afetiva consigo mesmo.

Tenha responsabilidade afetiva com você. Se conheça a ponto de abrir mão daquilo que tira sua paz, seu equilíbrio, seu amor-próprio. Se preserve daquilo que te dá alguns minutos de satisfação e muitas noites encharcando de lágrimas o travesseiro. Descubra o que você pode ou não suportar em nome de um grande amor e se proteja daquilo que te fere.

Só você pode saber de você. Não se faça de desentendido quando no fundo você sabe que está sendo permissivo demais. Não finja pra si mesmo que está tudo sob controle quando no seu íntimo você percebe claramente que está se machucando de novo. Não ignore sua intuição dizendo para você recuar. Não perca seu equilíbrio tentando entender o incompreensível. Não se faça em pedaços para manter o outro inteiro.

Muitas coisas que vivemos e atraímos são situações colocadas em nosso caminho para nos aprimorar e fortalecer. Que a gente possa amadurecer com sabedoria, insistindo naquilo que nos salva e recusando o que desagasta a alma.

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

2 COMENTÁRIOS

  1. Olá. Gostaria de entrar em contato com a administração do blog via email. No entanto, não encontrei endereço. Tudo que encontrei foi um link com o nome “email protected ” que quando cliquei, me remeteu para uma página em inglês que fornecia mais detalhes sobre a proteção do email. Em face disso,seria possível me fornecer, por favor, o endereço eletrônico de vocês? Desde já, grata pela atenção!

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