Fiquei despedaçada ao ver o vídeo do menino Quaden, de 9 anos, pedindo para deixar de viver por conta do bullying sofrido na escola.

Queria poder pedir desculpas a ele. Perdão em nome de quem o fez chorar assim. Perdão em nome de quem faz isso com as pessoas em todo o mundo.

Perdão por quem não aceita as diferenças, as características especiais de cada um. Perdão por ele sofrer a esse ponto, ao ponto de querer morrer com apenas 9 anos de vida.

Salvamos Quaden, que agora está amparado não só pela família, mas por todos que se comoveram com sua história.

Porém, milhares de outras crianças sofrem escondidas no banheiro da escola, agredidas pelo simples fato de serem diferentes, como todos são.

Eu, você, o João, a Daniela, o Paulo, a Ana, o Quaden, e todo mundo. Perdão crianças, mas o mundo é ruim, é rude, é cruel. Sinto vergonha do mundo em que vivo quando maltratam vocês.

Perdão, crianças, perdão. Mas, se me permitirem, queria pedir uma coisa: resistam, por favor. Há algo maior que tudo isso, um Deus que ama todo mundo igual, sem distinção.

Perdão, crianças, mas não desistam da vida. Sigam na luta pela igualdade, pelo respeito, pela empatia.

Sigam firmes e, se for possível, peçam ajuda para lidarem com o bullying. Vocês não precisam sofrer sozinhos. Há gente boa por todo lado, juro que há.

Há quem veio ao mundo para zombar e rir de quem é diferente, esquecendo que ser diferente é normal. E há vocês, crianças especiais, que vieram para mostrar a esse mesmo mundo que o amor é para todos nós.

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

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