O meu corpo escuta. O meu corpo sente. O meu corpo não é só carne e ossos. O meu corpo é movimento, mesmo quando está imóvel como nesta fotografia.

Por dentro, há milhares de pensamentos e emoções me rodeando, fazendo o meu eu evoluir e se tornar independente, lúcido, objetivo. Eu até posso fazer parte do seu imaginário, mas o meu real é quem controla a situação.

Eu nunca vou me culpar por ter a minha alma exposta. Porque o corpo aqui, ele só uma casca. Ele não diz quem eu sou. Ele diz apenas como eu estou num determinado momento, numa fração de segundos que às vezes passa totalmente imperceptível aos que não possuem sensibilidade, leveza.

O meu corpo é meu. Mas o importante aqui seria reparar no meu olhar. São os meus olhos que entregam a vida e a coragem dentro de mim. A pose é só uma dentre tantas outras. Já o olhar, ele é pertencente aos meus maiores desafios.

Eu sou além disso tudo e isso intimida, eu sei. Não é qualquer pessoa que tem ternura de se aproximar e enxergar as nuances que não estão nas minhas pernas, no meu dorso, nos meus seios, nos meus braços, nos meus lábios. Se você só consegue prestar atenção nisso, você não entendeu nada, lamento. As minhas regras hoje são poesias. Quem não as lê, não entende. É simples.

Imagem de capa: Chermiti Mohamed via Pexels

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