Na segunda temporada da série Netflix, Mindhunter abordou um caso chocante ocorrido em Atlanta, onde cerca de 28 crianças perderam suas vidas entre os 70 e 80. O condenado pelo caso mantém a sua palavra até hoje de ser inocente. A ideia da HBO é ir cavar bem mais fundo sobre os acontecimentos daquela época, como aconteceu em Chernobyl.

A HBO Max quer apostar num novo sucesso e por isso pretende contar a uma história que deixou o mundo perplexo na década de 80. Um serial killer que matou 28 crianças e adolescentes afro-americanos em Atlanta entre 1979 e 1981. O caso foi superficialmente mostrado na segunda temporada de Mindhunter, exibida na Netflix.

Netflix

O assassino de crianças em Atlanta é real e aconteceu num espaço de apenas dois anos. Em Mindhunter, eles decidiram se mudar para Atlanta para concentrar seus detetives nesse caso assustador, mas agora a HBO quer redobrar a aposta, fazendo da sua série totalmente dedicada a mostrar os eventos ainda nas entrelinhas do caso.

O mundo ficou paralisado ao saber da história e é que “o assassino de crianças em Atlanta” não passou despercebido. Todo mundo estava falando sobre Wayne Williams, o negro preso por ser o autor de 28 crimes e depois responsabilizado pela prisão perpétua, embora ele até hoje mantenha a sua inocência acerca dos crimes.

A intenção da HBO é fazer o que ‘Mindhunter’ não fez na Netflix, que é realmente dar sentido e uma sensação de desfecho ao caso, ou pelo menos levar ao espectador mais informações sobre. A série não será ficcional, mas sim documental sobre o caso.

A emissora declarou: “Com acesso sem precedentes e um tesouro de material de arquivo, esta oportuna série de documentários traz novas evidências à medida que os casos reabrem, fornecendo uma janela poderosa para um dos capítulos mais sombrios. dos Estados Unidos”.

Tudo será contado desde o desaparecimento da primeira criança até a descoberta de dois adolescentes assassinados e o medo que tomou conta da cidade, até a acusação finalmente recaísse sobre de Wayne Williams, na época com 23 anos, natural de Atlanta.

O especial também analisará como a a cidade lidou com cada tragédia e como eles perceberam como a polícia estava lidando com o caso. Tudo isso num período no qual a segregação racial ainda era muito forte em vários locais do país, sendo Atlanta um dos principais centros desses conflitos.

Getty Images

Tudo começou com o primeiro caso de um garoto de 14 anos chamado Edward Hope Smith. Seu corpo foi encontrado uma semana após seu desaparecimento. Ele foi baleado. Não muito longe do terreno baldio onde o corpo apareceu, um caso semelhante foi encontrado, embora desta vez tenha sido estrangulado: o de Alfred James Evans, 13 anos.

E então o caos começou. Em menos de um ano, mais 12 crianças já haviam morrido e, em 1970, outros sete corpos foram descobertos. Todos eles mostraram a morte por estrangulamento ou golpes violentos, onde sempre havia um padrão: a maioria vítimas de crianças e jovens afro-americanos.

Em maio de 1981, Wayner foi preso quando uma patrulha ouviu ele jogando algo pesado em um rio. O homem negou ter jogado qualquer coisa na água. Dois dias depois, o corpo sem vida de adolescente de 17 anos apareceu no rio e Williams foi preso.

Eventualmente, Williams foi condenado a duas penas de prisão perpétua, pelo assassinato de apenas dois jovens, um de 20 anos e outro de 27, embora as autoridades acreditem que ele seja responsável por pelo menos 23 outros assassinatos ocorridos na mesma época.

Até hoje, Wayne Williams, que está trancafiado em uma penitenciária a três horas de Atlanta, afirma ser inocente dos crimes de que é acusado.

O caso foi reaberto no ano passado, pois ainda existem pessoas e até parentes das vítimas, que afirmam que Williams não é o verdadeiro assassino e que ele é apenas um bode expiatório dada a incompetência policial na época, especialmente por conta da questão racial.

Em abril a HBO estreará a sua própria plataforma de streaming, mais uma para concorrer com a Netflix. Daí então saberemos mais sobre o caso que até hoje ainda é um daqueles que marcados na história da humanidade.

Com informações: UPSOCL

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